Rio de Janeiro – O ator e diretor Gracindo Jr. morreu na noite de terça-feira (1º), aos 83 anos, no Rio de Janeiro. A assessoria do artista confirmou a informação nas redes sociais.
A causa da morte não foi divulgada. De acordo com a Folha de S.Paulo, ele estava em casa, acompanhado da esposa e dos filhos.
“Sua luz e seu talento deixaram uma marca inesquecível em todos nós. Descanse em paz”, diz o comunicado publicado pela equipe do ator, reproduzido pela CNN Brasil.
Amigo da família, o ator e diretor Leonardo Brício contou que estava no local no momento da morte. Os dois trabalharam juntos nas produções “Cidadão Brasileiro” e “Rei Davi”.
O velório, aberto ao público, ocorrerá nesta quinta-feira (3), a partir das 12h10, no Crematório e Cemitério da Penitência, no bairro do Caju, na zona portuária do Rio. A cremação está prevista para as 14h10.
Carreira começou no rádio
Epaminondas Xavier Gracindo nasceu no Rio de Janeiro, em 21 de maio de 1943. Filho do consagrado ator Paulo Gracindo, ele começou a trabalhar aos 15 anos, após fazer um teste para a Rádio Nacional.
Na emissora, atuou como ator, redator e disc-jóquei. Também cursou Psicologia, mas decidiu seguir a carreira artística, dividindo-se entre o rádio, o teatro, a televisão e o cinema.
De acordo com o Memória Globo, Gracindo Jr. estreou no teatro em 1961, na peça “A Escada”. Militante do Partido Comunista, foi cassado pela ditadura militar em 1964, ao lado de outros 38 artistas, e ficou impedido de trabalhar no rádio.
Antes mesmo da inauguração da TV Globo, em abril de 1965, a emissora já havia contratado Gracindo Jr. Assim, ele integrou o primeiro elenco do canal e participou de produções como “Rosinha do Sobrado”, “Padre Tião”, “A Rainha Louca” e “A Próxima Atração”.
Em 1973, atuou ao lado do pai em “O Bem-Amado”. Os dois voltaram a compartilhar uma produção em “O Casarão”, de 1976, interpretando o mesmo personagem em diferentes fases da vida: Gracindo Jr. viveu o pintor João Maciel quando jovem, enquanto Paulo Gracindo fez a versão mais velha.
Sucesso em “Dona Beija”
Ao longo da carreira, Gracindo Jr. acumulou papéis em novelas e minisséries como “Jogo da Vida”, “Quem Ama Não Mata”, “Mandala”, “O Salvador da Pátria”, “Deus nos Acuda”, “Explode Coração”, “Celebridade” e “Como uma Onda”.
Na extinta TV Manchete, destacou-se como Antônio Sampaio em “Dona Beija”, de 1986, um dos maiores sucessos de sua trajetória.
Além disso, o artista também trabalhou atrás das câmeras. Foi diretor de produções como “A Sucessora”, “Memórias de Amor” e “Marron Glacê”, além de comandar episódios de “Os Trapalhões” e do “Sítio do Picapau Amarelo”.
A partir de 2006, passou a atuar em produções da Record, entre elas “Cidadão Brasileiro”, “Luz do Sol”, “Poder Paralelo” e a minissérie “Rei Davi”, na qual interpretou o rei Saul.
Seus últimos trabalhos para a televisão foram a terceira temporada da série “Magnífica 70”, lançada em 2018, e uma participação em “Homens?”, em 2019. Gracindo Jr. deixa a esposa, Daisy Poli, e quatro filhos: Yan, Daniela, Gabriel e Pedro.





