Nashville, Estados Unidos – A cantora, compositora e atriz Dolly Parton, uma das maiores estrelas da música country, morreu na terça-feira (25), aos 80 anos. A informação foi confirmada pela família e publicada nos canais oficiais da artista.
De acordo com o comunicado, Dolly morreu pacificamente em Nashville, no estado norte-americano do Tennessee. A causa da morte não foi divulgada.
“A vida de Dolly, coberta de brilho e forte o bastante para iluminar o mundo, continuará sendo uma inspiração”, afirmou a família. Além disso, o texto destaca o talento da artista, o senso de humor e a dedicação a projetos sociais.
A pedido da cantora, será realizada uma cerimônia pequena e reservada aos familiares mais próximos. Em vez de flores, a família sugeriu que os fãs façam doações para a Imagination Library, programa de incentivo à leitura criado por Dolly.
Uma carreira de quase seis décadas
Nascida em 19 de janeiro de 1946, no Tennessee, Dolly Rebecca Parton cresceu em uma família pobre, com 12 filhos. Ainda criança, começou a compor e cantar em emissoras locais.
Aos 13 anos, apresentou-se no Grand Ole Opry, tradicional palco da música country em Nashville. Mudou-se para a cidade depois de concluir o ensino médio e ganhou projeção nacional ao participar do programa de televisão do cantor Porter Wagoner.
De acordo com a Reuters, Dolly vendeu mais de 100 milhões de discos e conquistou 11 prêmios Grammy, incluindo um pelo conjunto da obra. Ao longo da carreira, 25 de suas músicas chegaram ao primeiro lugar na parada country da Billboard.
Entre os maiores sucessos estão “Jolene”, “Coat of Many Colors”, “9 to 5” e “I Will Always Love You”. Esta última foi composta como uma despedida profissional de Porter Wagoner e ganhou projeção mundial em 1992, na voz de Whitney Houston.
Dolly também escreveu cerca de 3 mil músicas ao longo da vida, embora tenha gravado apenas uma parte delas.
Música, cinema e negócios
Além da carreira musical, Dolly teve destaque como atriz. Ela estreou no cinema em 1980, no filme “Como Eliminar Seu Chefe” (“9 to 5”), ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin.
A música-tema do longa recebeu dois Grammys e uma indicação ao Oscar. A artista também participou de produções como “Flores de Aço”, “Rhinestone” e “A Melhor Casa Suspeita do Texas”.
Além disso, Dolly foi uma empresária de sucesso. Seu nome está ligado ao Dollywood, um dos parques temáticos mais conhecidos do Tennessee e importante atração turística da região.
Em 2022, ela entrou para o Rock & Roll Hall of Fame. Inicialmente, a cantora tentou recusar a indicação por considerar que não havia feito o suficiente no gênero, mas depois aceitou a homenagem e lançou um álbum de rock.
Legado filantrópico
O trabalho social tornou-se outra parte importante do legado de Dolly Parton. Em 1995, ela criou a Imagination Library, inicialmente destinada às crianças de sua região natal.
O programa envia gratuitamente livros a crianças desde o nascimento até os 5 anos. A iniciativa cresceu e passou a funcionar nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália e Irlanda. Atualmente, distribui mais de 3 milhões de livros por mês.
Durante a pandemia de covid-19, Dolly também doou US$ 1 milhão para pesquisas da Universidade Vanderbilt. Parte dos recursos ajudou estudos relacionados ao desenvolvimento da vacina da Moderna.
A artista havia perdido o marido, Carl Dean, em março de 2025. Os dois ficaram casados por quase seis décadas. Ele manteve uma vida reservada e raramente aparecia ao lado da cantora em eventos públicos.
“Por seu exemplo, acreditávamos que tudo era possível”, declarou Bryan Seaver, sobrinho da artista, em mensagem divulgada após a morte. “Ela nunca encontrou uma porta que não pudesse abrir.”





