Nova York – Um espetáculo com 2.977 drones recriou no céu o contorno das Torres Gêmeas para marcar os 25 anos dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Cada ponto de luz representou uma pessoa morta nos atentados contra o World Trade Center, o Pentágono e o voo 93 da United Airlines.
A apresentação ocorreu na noite de quarta-feira (9), sobre o porto de Nova York. Batizada de “2,977 Lights Over New York Harbor” (2.977 luzes sobre o porto de Nova York), a instalação formou as torres em escala arquitetônica real, de acordo com os organizadores.
Antes de assumir o formato dos edifícios, as luzes subiram em espiral. A composição fez referência a um projeto que chegou a ser apresentado para a reconstrução do complexo do World Trade Center, mas não foi escolhido.
A obra reuniu artistas, produtores, familiares de vítimas, sobreviventes e socorristas. A instalação recebeu apoio da New York Foundation for the Arts e financiamento privado, de acordo com o comunicado oficial do projeto.
O policial aposentado James Smith acompanhou a homenagem. A mulher dele, a policial Moira Smith, morreu durante o trabalho de resgate no World Trade Center. Em entrevista à Reuters, ele afirmou que o espetáculo também servia para lembrar a perda compartilhada pelos nova-iorquinos.
Cerimônia terá sete momentos de silêncio
Nesta sexta-feira (11), familiares das vítimas se reúnem no Memorial do 11 de Setembro, construído no local onde ficavam as Torres Gêmeas, para a tradicional leitura dos nomes dos mortos.
A cerimônia começa às 8h30 no horário de Nova York, 21h30 no Japão. O primeiro momento de silêncio ocorre às 8h46, exatamente no horário em que o primeiro avião atingiu a Torre Norte.
Ao todo, haverá sete momentos de silêncio. Seis deles marcam os horários em que os aviões atingiram as duas torres e o Pentágono, a queda do voo 93 na Pensilvânia e os desabamentos dos dois edifícios.
Pela primeira vez, a organização acrescentou um sétimo momento de silêncio para homenagear socorristas, trabalhadores e moradores que morreram nos anos seguintes em consequência de doenças relacionadas à exposição à fumaça, à poeira e a outras substâncias tóxicas.
Segundo o Memorial e Museu Nacional do 11 de Setembro, milhares de pessoas morreram devido a problemas de saúde associados aos ataques e aos trabalhos de busca e recuperação. Cerca de 152 mil estão inscritas no programa federal de acompanhamento médico do World Trade Center.
Familiares também vão ler os nomes das 2.977 vítimas dos ataques de 2001 e das seis pessoas mortas no atentado a bomba contra o World Trade Center em 1993. Por isso, a cerimônia menciona um total de 2.983 nomes.
À noite, Nova York acenderá novamente o “Tribute in Light”, formado por dois grandes feixes azuis que representam as Torres Gêmeas. A instalação surgiu seis meses depois dos atentados e passou a iluminar anualmente o céu da cidade em 11 de setembro.
Ataques mudaram os Estados Unidos e o mundo
Na manhã de 11 de setembro de 2001, 19 integrantes da rede terrorista Al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais.
Os terroristas lançaram duas aeronaves contra as Torres Gêmeas, em Manhattan, e uma contra o Pentágono, nos arredores de Washington. O quarto avião caiu em um campo perto de Shanksville, na Pensilvânia, depois que passageiros e tripulantes tentaram retomar o controle da cabine.
Os ataques mataram 2.977 pessoas e deixaram milhares de feridos. A tragédia provocou profundas mudanças na segurança de aeroportos, na política externa e nos sistemas de vigilância dos Estados Unidos. Também levou o país a iniciar as guerras no Afeganistão e no Iraque.
Um quarto de século depois, a preservação da memória tornou-se um dos principais desafios das instituições dedicadas ao tema. O Memorial do 11 de Setembro calcula que aproximadamente 100 milhões de norte-americanos nasceram depois dos ataques ou eram jovens demais para se lembrar daquele dia.
Por isso, as atividades do 25º aniversário também se voltam às novas gerações. Além das cerimônias em Nova York, o país realiza homenagens no Pentágono e no Memorial Nacional do Voo 93, na Pensilvânia.





