Todas as cidades e distritos do Japão possuem um centro de consultas gerais referentes à educação. Antes de procurar informações na prefeitura sobre o centro, converse com a escola sobre o problema. Caso não se sinta satisfeito, pergunte na escola onde fica o centro. Se perceber que a situação é grave, procure o posto policial mais próximo.
Instituições que oferecem assistência em caso de ijime
– Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia do Japão
Telefone: 0570-07-8310 (atendimento 24 horas em japonês)
– Stop Ijime
– ABC Japan
Kanagawa-ken Yokohama-shi Tsurumi-ku Tsurumi Chuo 1-4-3 Kyodo Bldg. 5F
Telefone: 045-550-3455
Atendimento: segunda a sexta-feira, das 10 às 18h. Primeiro e terceiro sábado do mês das 10 às 14h.
– Disque Escola Gunma projeto da NPO J. Communication
Telefone: 080-8730-6969
Atendimento: segunda a sábado, das 10 às 21h
– NPO (new) SAB – Associação Amigos do Brasil de Minokamo (Gifu)
Gifu-ken Minokamo-shi Hongou-cho 5-20-25
Telefone: 090-3252-3439
Como seu filho (a) tem se comportado?
A criança vítima de ijime muda de comportamento. É possível perceber os sinais dessa mudança. Antes de tomar qualquer atitude, veja se o comportamento da criança mudou dentro de casa ou na escola.
– Não quer ir à escola. Acorda tarde e se atrasa.
– Não sente vontade de estudar ou prosseguir com os estudos.
– Quer mudar de escola, mudar de classe, mudar as atividades escolares.
– Não comenta nada sobre a escola ou sobre os colegas de classe.
– Recebe convites constantes de colegas de classe para se encontrar fora de casa.
– Aparece com as roupas rasgadas, sujas ou algumas peças do uniforme desaparecem.
– O material escolar aparece quebrado, sujo ou é perdido.
– Apresenta ferimentos e hematomas pelo corpo.
– Passa a andar com objetos cortantes, como estilete, faca, tesoura, etc.
– Apresenta insônia, falta de apetite ou desânimo.
– Às vezes está nervoso ou encabulado sem motivo aparente.
– Diz que quer morrer, desaparecer ou se pergunta para que nasceu.
– Não quer sair de casa, se isolando do mundo.
– Passa a assistir filmes violentos ou brincar com jogos eletrônicos muito violentos.
– Passa a pedir dinheiro sem motivo ou justificativa.
– Recebe muitas mensagens pelo telefone ou e-mail, evitando que alguém ouça ou lia. Reage as mensagens de forma estranha.
– Aparece com objetos estranhos em casa.
O que fazer?
Em relação à vítima de ijime:
– Transmita confiança para que a criança se sinta à vontade para falar.
– Dialogue com a criança e tente saber o que está acontecendo.
– Faça com que ela participe das decisões para solucionar o problema.
– Envolva a escola na decisão e faça a criança entender que a escola pode e quer ajudar.
– Consulte instituições que têm experiência no assunto.
– Se for necessário, acione a polícia.
– Acompanhe o desenrolar do caso sempre em cooperação com a criança, a escola e as instituições envolvidas.
– Nunca tome decisões unilaterais e mantenha a calma.
Em relação à criança que pratica o ijime:
– Repreenda com firmeza o praticante.
– Questione ao praticante como ele se sentiria se estivesse no lugar da vítima.
– Esclareça as consequências que o ijime pode causar.
– Ajude o praticante a parar com o ijime.
– Se o praticante reconhecer o ijime elogie a atitude dele e peça a opinião dele sobre o problema.
– Envolva a escola e pensem juntos em uma saída.
(Fonte: Manual para pais e responsáveis sobre como lidar com o bullying/ijime do Consulado-Geral do Brasil em Tóquio)