Ele é um velho conhecido entre as gestantes e as mulheres que planejam engravidar. O ácido fólico, também conhecido como vitamina B9, é fundamental para que a coluna do bebê se desenvolva corretamente, o que acontece nas primeiras quatro semanas de gestação, evitando defeitos do tubo neural, como falha no desenvolvimento do cérebro e medula espinhal.
De acordo com o Centro de Controle de Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), mulheres que tomam a dose diária recomendada de ácido fólico pelo menos um mês antes de engravidar e durante o primeiro trimestre da gestação reduzem o risco de o bebê ter problemas do tubo neural de 50% a 70%.
A Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) estima que, no país, uma em cada mil crianças nascidas vivas apresente anencefalia (má formação no cérebro) ou espinha bífida (quando a medula espinhal não se fecha por completo). Os defeitos do tubo neural acontecem durante o estágio inicial do desenvolvimento, muitas vezes antes das mães descobrirem que estão grávidas. Muitos bebês nascem e morrem por conta destes problemas de saúde, mas entre 30% e 40% dos óbitos são constatados ainda dentro do útero.
A entidade recomenda a dose diária de 400 microgramas (0,4 miligrama) de ácido fólico no primeiro trimestre da gestação. Além disso, é importante manter uma dieta rica dessa substância (veja quadro com os alimentos ricos em ácido fólico).
Há ainda exames que a gestante pode fazer, se houver necessidade, para medir o nível de ácido fólico no sangue e, se for o caso, corrigir a dosagem a ser tomada. E vale lembrar: nenhum remédio deve ser tomado por conta própria durante a gestação. Converse com o seu médico sobre a necessidade de suplementação.
Outros benefícios
O ácido fólico possui outros benefícios que vão além da gravidez. Por atuar na renovação dos glóbulos vermelhos do sangue, a falta da vitamina pode levar à anemia.
Além disso, um estudo feito em 2012 em conjunto por duas universidades norte-americanas mostrou que a fortificação de alimentos está associada à redução da incidência de alguns tipos de câncer na infância naquele país, onde a medida é obrigatória desde 1998.
O que é ácido fólico?
Também chamado de vitamina B9, pode ser encontrado em alimentos como brócolis, couve, tomate, feijão e lentilha, em bebidas como a cerveja e em suplementos vitamínicos.
Uma concha de feijão preto, por exemplo, tem 119 microgramas da vitamina. O ácido fólico atua no processo de multiplicação celular e na formação da hemoglobina.
Recomenda-se o consumo da vitamina e mulheres que estão pensando em engravidar – de preferência 30 dias antes da fecundação e durante o primeiro trimestre da gestação.
O ácido fólico (em japonês, yousan / 葉酸) é associado a um menor risco de má formação congênita.
Alimentos ricos em ácido fólico:
– Hortaliças verde escuras (espinafre, brócolis, aspargos, couve, alface) e outros vegetais como beterraba, batata, tomate, cenoura e abóbora.
– Carne vermelha
– Miúdos de aves, fígado
– Gema de ovo
– Salmão
– Leguminosas (feijão, grão, milho, lentilha)
– Frutas cítricas (laranja, tangerina)
– Sementes, nozes e cacau
– gérmen de trigo
Observação: Procure comer vegetais e legumes ligeiramente cozidos (de preferência no vapor) ou crus. Quando cozidos demais, esses alimentos perdem o ácido fólico.
Benefícios do ácido fólico na gravidez:
– Previne uma série de problemas de má formação, como espinha bífida, lábio leporino e anencefalia.
– Evita que o feto sofre problemas cardíacos.
– Prevenir anemia na gestante.
– Ajuda a controlar a hipertensão.
– Evita parto prematuro.
– Evita hérnias na medula espinhal.
– Reduz o risco de pré-eclâmpsia.
– Contribui com a formação da placenta e com o desenvolvimento do DNA.
Artigo publicado na edição 393 da Revista Alternativa.
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