A mesma preocupação que os pais têm com a alimentação e a higiene dos filhos também deve ser aplicada ao sono das crianças. São as boas noites de sono que irão contribuir para o desenvolvimento físico e cognitivo dos pequenos. Recentemente, a National Sleep Foundation (Fundação Nacional do Sono) divulgou uma tabela atualizada com a quantidade ideal de sono que precisamos, conforme a idade.
Os dados mostram também as margens que não são ideais, mas aceitáveis. Por exemplo, o ideal é que um bebê de 4 a 11 meses durma de 12 a 15 horas por dia, mas tudo bem se o sono for um pouco menos – de 10 a 11 horas – ou mais de 16 a 18 horas. A tabela mostra claramente que há indivíduos com mais ou menos necessidades de sono mas, de qualquer maneira, é importante lembrar que as crianças devem sempre dormir mais.
Sono da criança
A criança vivencia constantes modificações no sono que refletem o grau de maturidade e desenvolvimento do sistema nervoso central. É o que diz o grupo de estudos do sono da Sociedade Brasileira de Pediatria.
Quanto menor o bebê, mais tempo ele passa dormindo. Como os recém-nascidos ainda não adquiriram o ritmo de dia e de noite e precisam ser amamentados com frequência, o sono vem em ciclos de três a quatro horas no primeiro mês de vida, independente de ser noite ou dia.
Progressivamente, do primeiro e o quarto mês, o bebê vai se adaptando à luz e passa a ter o sono mais longo à noite.
A medida que ele cresce, os horários se ajustam. O primeiro indício de que o bebê está se adequando ao ritmo biológico, ocorre entre a terceira e a quarta semana de vida. O bebê fica mais agitado e chora, geralmente no final da tarde ou início da noite, entre 17h e 22h. É a chamada “hora da cólica”.
A partir do sexto mês de vida, os períodos de sono já chegam a seis horas. Geralmente, há dois períodos noturnos separados pelo despertar para mamar. A consolidação do sono noturno ocorre gradualmente a partir daí.
O sono noturno deve estar consolidado entre dois e três anos. Os períodos de sonecas durante o dia tendem a diminuir. A partir dessa idade, esses cochilos podem atrapalhar o sono noturno caso durem mais de uma hora e ocorreram após as 16 ou 17h. Recomenda-se que a soneca da tarde seja logo após o almoço. Nesta fase é fundamental manter as rotinas para dormir.
A transição para o padrão adulto de sono se inicia a partir dos cinco anos e vai até os 12 anos. O horário de acordar deve ser sempre fixo nos dias de escola.
Horas de sono recomendadas:
Recém-nascido (0 a 3 meses): 14 a 17 horas (11 e 13 horas ou 18 e 19 horas pode ser apropriado)
Bebê (4 a 11 meses): 12 a 15 horas (10 e 11 horas ou 16 e 18 horas pode ser apropriado)
Criança (1 a 2 anos): 11 a 14 horas (9 a 10 horas ou 15 e 16 horas pode ser apropriado)
Pré-escolar (3 a 5 anos): 10 a 13 horas (8 a 9 horas ou 14 horas pode ser apropriado)
Idade escolar (6 a 13 anos): 9 a 11 horas (7 a 8 horas ou 12 horas pode ser apropriado)
Adolescente (14 a 17 anos): 8 a 10 horas (7 horas ou 11 horas pode ser apropriado)
Jovem (18 a 25 anos): 7 a 9 horas (6 horas ou 10 a 11 horas pode ser apropriado)
Adulto (26 a 64 anos): 7 a 9 horas (6 horas ou 10 horas pode ser apropriado)
Idoso (mais de 65 anos): 7 a 8 horas (5 a 6 horas ou 9 horas pode ser apropriado)
Fonte: National Sleep Foundation
Boa noite de sono
Nos primeiros meses de vida, é natural o bebê trocar o dia pela noite. Isso acontece porque, nesta fase, o ritmo circadiano – período de 24 horas no qual o organismo se baseia para organizar suas funções – ainda não está ajustado.
Para ajudar o seu bebê a dormir bem à noite, mantenha sempre o quarto escuro, já que a produção de melatonina, o hormônio do sono, é influenciada pela luz. Durante as sonecas do dia, não é preciso escurecer totalmente o ambiente.
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