Matsudo, Japão – A polícia prendeu dois brasileiros sob suspeita de participar de um furto em uma loja de penhores de Matsudo (Chiba), de onde levaram relógios, anéis e outros produtos avaliados em cerca de ¥2,89 milhões. A Polícia Metropolitana de Tóquio investiga o possível envolvimento de um grupo criminoso do tipo Tokuryu.
Os detidos são Ariso Mekson Miyashiro, de 30 anos, morador de Suzuka (Mie), e um trabalhador temporário de 20 anos que vive em Toyota (Aichi). O nome do segundo suspeito não foi divulgado.
De acordo com informações da NHK e da TBS, os dois teriam participado da invasão ao estabelecimento em outubro do ano passado. O grupo quebrou uma janela com pés de cabra e levou 32 produtos, incluindo relógios e anéis.
Miyashiro admitiu as acusações durante o interrogatório, conforme a polícia. No entanto, o brasileiro de 20 anos negou envolvimento e afirmou que não se lembra de nada relacionado ao caso.
Produtos revendidos em Shizuoka
As investigações indicam que os relógios e outros objetos furtados foram entregues a outro integrante do grupo no estacionamento de um parque em Edogawa, distrito de Tóquio.
Posteriormente, parte dos produtos teria sido vendida a uma loja de compra de artigos usados na província de Shizuoka. A polícia acompanha o caminho percorrido pelos objetos para identificar outros participantes e esclarecer como o dinheiro foi distribuído.
A polícia já havia prendido outras quatro pessoas — dois brasileiros e dois japoneses — em conexão com o mesmo furto. De acordo com a investigação, um integrante responsável pelo recrutamento teria reunido os executores por meio de conhecidos.
Reportagens divulgadas em julho também apontaram que três dos quatro suspeitos presos anteriormente receberam acusação por furtar relógios avaliados em aproximadamente ¥2,22 milhões de uma loja em Ueno, Tóquio, apenas três dias depois da ocorrência em Matsudo.
Polícia apura atuação de grupo Tokuryu
A Polícia Metropolitana de Tóquio e a Polícia da Província de Chiba formaram uma força-tarefa conjunta para investigar o caso. Assim, com as duas novas prisões, as autoridades já detiveram seis pessoas.
Os investigadores acreditam que os brasileiros presos agora atuaram como executores. A polícia busca possíveis mandantes e outros integrantes envolvidos no recrutamento, no transporte e na venda dos produtos.
No Japão, o termo Tokuryu é uma abreviação de tokumei ryudogata hanzai group, expressão usada para designar grupos criminosos anônimos e de estrutura variável. Segundo a Agência Nacional de Polícia, essas organizações costumam recrutar executores conforme cada ação, utilizar meios de comunicação que dificultam a identificação dos mandantes e praticar crimes como fraudes, roubos e furtos organizados.
A polícia continuará analisando a estrutura do grupo e o destino do dinheiro obtido com a venda dos artigos furtados. As acusações ainda estão sob investigação.






Deviam prender esses brasileiros por pelo menos uns 20 anos e fazer comer somente com serviço que eles puderem fazer dentro da cadeia, e depois de 20 anos deportarem eles para eles nunca mais voltarem para o Japão.
Excelente ideia