Atualizado em: 03/04/2024 12:08
Aichi, Japão – O Tribunal Distrital de Nagoia condenou nesta terça-feira (27) o peruano Edgard Antony Vite La Rosa à prisão perpétua por assassinar duas irmãs brasileiras em 2015 na cidade de Handa, na província de Aichi, publicou a Nagoya TV.
Embora a defesa tenha alegado inocência neste julgamento, o Tribunal proferiu a sentença de prisão perpétua, conforme solicitado pela acusação.
Durante o julgamento, a promotoria classificou o ato como “brutal e perigoso”, levantando a possibilidade da pena de morte, mas optou por não pedir a sentença máxima devido à falta de evidências de que o crime foi meticulosamente planejado.
Já o advogado de defesa apelou pela absolvição do réu, alegando que ele estava sob o efeito de drogas no momento do crime, o que teria comprometido sua capacidade de discernir entre o certo e o errado.
Segundo a Promotoria, em 30 de dezembro de 2015, o acusado estrangulou as irmãs brasileiras Kimberly Akemi Amarilha Maruyama e Michelle Maruyama, que na época tinham 27 e 29 anos, respectivamente, e em seguida ateou fogo no apartamento utilizando gasolina.
La Rosa era ex-namorado de Akemi. Ele queria reatar o relacionamento, mas a irmã Michelle se posicionou contra e as duas brasileiras acabaram sendo assassinadas, de acordo com a Promotoria.
Prisão por tempo indeterminado
A pena de prisão perpétua (muki choueki/無期懲役) no Japão difere dos sistemas legais de alguns países e pode ser traduzida como “prisão por tempo indeterminado”.
A prisão perpétua no Japão implica que o condenado pode ser mantido no presídio pelo resto de sua vida. No entanto, ele pode ser elegível para liberdade condicional após cumprir um determinado período mínimo de sua pena, mas essa decisão depende de uma avaliação de vários fatores, incluindo o comportamento do detento e a natureza do crime.
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