Tóquio, Japão – O Parque Yoyogi, em Tóquio, foi palco de um vibrante encontro cultural no último fim de semana, dias 19 e 20, durante o Festival Brasil&Latino, promovido pela Câmara de Comércio Brasileira no Japão (CCBJ). O evento reuniu uma diversidade de artistas e homenageou os 130 anos das relações diplomáticas entre Brasil e Japão.
No domingo, o destaque ficou por conta da estreia de Armandinho Macêdo em solo japonês. O músico baiano encantou o público com sua emblemática guitarra baiana e relembrou a história do trio elétrico, invenção de seu pai Osmar em parceria com Dodô. “No começo era um veículo modesto para curtir o Carnaval e se transformou nessa grandeza”, afirmou Armandinho em coletiva.
Durante a apresentação, Armandinho interpretou clássicos como Brasileirinho, com participação especial da cantora Mariângela, que homenageou a amizade Brasil-Japão usando um vestido estampado com as bandeiras dos dois países. A música Bolero de Ravel emocionou o público ao ser executada com o grupo Bloco Barravento, formado por japoneses influenciados pela cultura baiana. No repertório, ainda faixas como Dança do Tempo, Beleza Pura, Chame Gente e Hotel Califórnia. Armandinho e sua banda foram vencedores do Grammy Latino em 2021 e, neste ano, celebram 50 anos de trajetória.

O sábado foi encerrado pelo cantor japonês Kazufumi Miyazawa, que demonstrou profunda admiração pela música brasileira. “Se todos fossem iguais a você” foi, segundo ele, uma das canções mais bonitas já compostas. Ele apresentou um repertório bilíngue com sucessos como No Tabuleiro da Baiana, Aquarela do Brasil e sua marcante Kaze Ni Naritai.
A cantora Márcia Cordeiro, vinda de Mato Grosso do Sul, também subiu ao palco com composições próprias e interpretações de nomes como Elis Regina.
Além da música, o evento contou com uma exposição comemorativa dos 130 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Japão, ressaltando os laços históricos e culturais entre os dois países. Autoridades como o embaixador do Brasil no Japão, Octávio Côrtes, e o embaixador japonês Yasushi Noguchi estiveram presentes na cerimônia de abertura.

Segundo o presidente da Comissão Organizadora, Jorge Imai, o Festival Brasil celebrou 18 anos de existência superando as expectativas. “A música é um elo poderoso entre os povos”, destacou.
O festival também trouxe atrações como apresentações de capoeira, comidas típicas brasileiras e latinas, Guaraná Antarctica, sandálias Havaianas e uma variedade de produtos que simbolizam o intercâmbio comercial e afetivo entre as duas nações.
O evento teve apoio de empresas como Mitsui, Banco do Brasil, Seara, Brastel, Ajinomoto e Governo Metropolitano de Tóquio, além da Embaixada do Brasil e do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão.
Fotos: Alesse Nunes/Alternativa
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