Por Linda K. e Angelo Ishi
Tóquio, Japão – O filme brasileiro “Kasa Branca” (exibido com o título em inglês “White House”) foi o vencedor do TIFF Ethical Film Award, no 38º Tokyo International Film Festival, que terminou em 5 de novembro.
O Ethical Film Award do TIFF foi lançado em 2023 com o objetivo de conscientizar sobre questões sociais, como meio ambiente, pobreza e discriminação, e promover a compreensão da diversidade por meio do cinema. Entre os inúmeros filmes selecionados para o TIFF deste ano, foram selecionadas três obras que atendiam os princípios éticos de “pensamentos e ações que demonstram empatia com as pessoas, a sociedade e o meio ambiente”.
Além do filme brasileiro, concorriam “Kika”, filme francês de Alexe Poukine, e “Allah is Not Obliged”, desenho animado do diretor Zaven Najjar, um libanês radicado na França. O júri, presidido pela atriz Elaiza Ikeda e formado por universitários do TIFF Student PR Team, escolheu o filme brasileiro.
“Kasa Branca”
O filme brasileiro “Kasa Branca” foi exibido na mostra “Classics: Brazil Film Week”, coorganizado pela NFAJ, TIFF, Embaixada do Brasil em Tóquio, Instituto Guimarães Rosa e Linhas Produções Culturais.
Dirigido por Luciano Vidigal, é ambientada nas periferias urbanas brasileiras e tem forte mensagem social. Conta a história de um adolescente negro da periferia do Rio de Janeiro descobre que sua avó está na fase terminal da doença de Alzheimer. No drama, o jovem passa a contar com a ajuda de seus dois melhores amigos para enfrentar o mundo e aproveitar os últimos dias da avó.
Filme português é reconhecido pelos críticos
Já o filme português “Maria Vitória”, que concorria na mostra competitiva, não ganhou prêmio, mas obteve excelentes notas da crítica especializada.
Críticos de cinema dos jornais Asahi, Nihon Keizai e Yomiuri, além da equipe de jornalistas estrangeiros, deram notas de 1 a 4 para todos os 15 filmes da competição. “Maria Vitória” foi o terceiro mais estrelado, com média de 3.0 (o mais estrelado foi “Hen”, com 3.3, e em segundo lugar, “Atropia”, com 3.1).
A classificação foi publicada na décima edição do TIFF Times, o boletim diário do Festival.
O campeão do Festival foi o filme “Palestine 36”, que ajuda a entender a questão da Palestina.





