Tóquio, Japão – O número de estrangeiros com o visto de negócios (Gestão e Administração) que deixaram o Japão sem realizar os procedimentos necessários para retornar ao país quase quadruplicou após o endurecimento das regras para empresários e administradores estrangeiros.
Entre janeiro e junho de 2026, 953 pessoas nessa situação saíram do Japão, contra 246 no mesmo período de 2025. Isso representa um aumento de aproximadamente 287%, ou 3,9 vezes, segundo uma análise das estatísticas da Agência de Imigração divulgada pela Kyodo News.
A saída sem autorização de reentrada geralmente indica que a pessoa não pretende retornar ao Japão com o mesmo status de residência. No entanto, os dados não informam os motivos individuais e, portanto, não permitem afirmar que todos os 953 estrangeiros deixaram o país exclusivamente por causa das novas exigências.
Ainda assim, o crescimento ocorreu depois que o governo japonês reformulou profundamente os critérios para a concessão do status “Gestão e Administração”, destinado a estrangeiros que administram empresas ou exercem funções de gestão no país.
Capital mínimo passou de ¥5 milhões para ¥30 milhões
As novas regras entraram em vigor em 16 de outubro de 2025. Conforme a Agência de Serviços de Imigração do Japão, o capital ou investimento mínimo exigido passou de ¥5 milhões para ¥30 milhões — seis vezes mais que o valor anterior.
Além disso, a empresa precisa empregar pelo menos um funcionário em período integral que seja japonês, residente permanente, cônjuge de japonês ou de residente permanente, residente de longo prazo ou residente permanente especial.
O empresário ou um funcionário efetivo também deve comprovar proficiência em japonês equivalente ao nível B2. Entre as formas aceitas estão o nível N2 ou superior do Exame de Proficiência em Língua Japonesa (JLPT) e uma pontuação mínima de 400 no BJT, teste voltado ao japonês usado em ambientes de negócios.
A reforma estabeleceu ainda que o requerente precisa ter pelo menos três anos de experiência em gestão ou possuir mestrado, doutorado ou formação profissional equivalente em administração ou na área relacionada ao empreendimento.
Para novos negócios, o plano empresarial também deve passar pela avaliação de um profissional especializado, como contador público certificado, consultor de pequenas e médias empresas ou contador tributário. As principais mudanças estão reunidas no guia oficial publicado pela Imigração.
Número de titulares cresceu 70% em cinco anos
O governo decidiu endurecer as regras em meio ao rápido aumento de estrangeiros enquadrados nessa categoria. No fim de 2025, o Japão tinha 46.781 residentes com visto de negócios, número 1,7 vez maior que o registrado no final de 2020.
Durante a discussão da reforma, autoridades e parlamentares apontaram casos de empresas fantasmas, criadas apenas para facilitar a obtenção do visto para morar no país.
Com as novas exigências, o governo passou a cobrar uma estrutura empresarial maior e presença efetiva do administrador. Sem contar capacidade financeira, cumprimento das obrigações tributárias e previdenciárias e perspectivas concretas de continuidade do negócio.
Um integrante do governo ouvido pela Kyodo afirmou que o aumento das saídas não deve ser classificado automaticamente como positivo ou negativo. Segundo ele, o mais importante é a “qualidade” dos estrangeiros que permanecem no país.
Quem já tinha o visto conta com regra de transição
A mudança não significa que todos os estrangeiros que já possuíam o status antes de outubro de 2025 precisem apresentar imediatamente ¥30 milhões em capital.
De acordo com as orientações da Agência de Imigração, os pedidos de renovação apresentados até 16 de outubro de 2028 podem ser analisados mesmo quando o empresário ainda não atende integralmente aos novos critérios. Nesse período, as autoridades avaliam a situação financeira da empresa, a atividade efetivamente desenvolvida e a possibilidade de adaptação às novas exigências.
Mesmo após essa data, a falta isolada do capital de ¥30 milhões não deverá provocar necessariamente uma recusa automática. A Imigração afirma que poderá considerar, entre outros fatores, se o negócio apresenta bom desempenho. E, além disso, verificar se a empresa cumpre corretamente suas obrigações tributárias. Ou se existe uma perspectiva concreta de atender às novas regras até a renovação seguinte.






Japão está complicado, está parecendo o governo Lula do Brasil, faz as coisas sem pensar nas consequências, em torno de
2000 o Japão deixou as empresas irem embora para a China e na sequência foi o caos que foi, agora está se desfazendo dos estrangeiros, e em breve começará o problema da falta de mão de obra, já está com recorde de empresas fechando por falta de mão de obra, e vai piorar ….. vejo alguns brasileiros comemorando isso que o governo está fazendo, mas são idiotas que não pensam, pois na emergência vai abrir de vez, só que para esses países asiáticos que vem pela metade do nosso valor … aí depois fica sem trabalho e vai reclamar, isso já aconteceu antes e nunca mais volta a ser como era antes , sempre piora
é só pedir pra quem fazuELE ir embora que os problemas da sociedade brasileira melhoram.
porque o povo sem união e sem vergonha cara é essa nossa brasileira.