Atualizado em: 03/04/2024 15:54
Tóquio, Japão – Os controladores de tráfego aéreo no aeroporto de Haneda, em Tóquio, disseram que não sabiam que o avião da Guarda Costeira do Japão havia entrado na pista depois de instruir sua tripulação a prosseguir para um ponto de espera em uma pista de taxiamento, publicou a NHK com base em informações passadas por fontes investigativas.
Na terça-feira (2), a aeronave se envolveu em uma colisão com um avião de passageiros da Japan Airlines (JAL), que resultou na morte de cinco tripulantes da Guarda Costeira, e no incêndio do Airbus da companhia aérea.
Segundo as fontes, os controladores de voo de Haneda ainda não estavam com suas atenções voltadas para o avião da Guarda Costeira, por estarem ocupados coordenando as ações de outras aeronaves.
Estes relatos foram dados durante conversa com funcionários do Ministério dos Transportes.
Acredita-se que o avião da guarda costeira tenha entrado por engano na pista onde ocorreu a colisão. Pelo menos na transcrição das comunicações de rádio entre o controle de tráfego aéreo e as duas aeronaves não há nenhum aviso aos aviões sobre uma situação anormal.
O acidente vem sendo investigado pelo Conselho de Segurança de Transporte do Japão. O piloto do avião da Guarda Costeira sobreviveu, mas com ferimentos graves. As 379 pessoas no avião da JAL, entre tripulantes e passageiros, conseguiram escapar ilesos do incêndio que destruiu a aeronave.
Entre os passageiros, 15 sofreram algum ferimento ou se sentiram mal e receberam atendimento médico.
Pilotos da JAL não viram o avião
Os pilotos do avião da JAL disseram que não viram o avião da Guarda Costeira quando estavam pousando em Haneda, segundo uma investigação interna, informou a companhia aérea, como noticiou a Kyodo News.
Acredita-se que a aeronave da Guarda Costeira tenha parado na pista por cerca de 40 segundos pouco antes do acidente, disseram fontes próximas ao assunto.
Os dados da torre de controle mostram que foi dada luz verde para o jato da JAL pousar, e que a aeronave da Guarda Costeira foi orientada para permanecer em um ponto de espera, parando antes de ser dada permissão de sua entrada na pista.
Mas o capitão do avião da Guarda Costeira afirma que recebeu autorização para entrar na pista, citando ainda que em seguida a parte traseira da aeronave pegou fogo repentinamente.
A JAL informou que está colaborando com as autoridades na elucidação do acidente, e que registrará uma perda de 15 bilhões de ienes (US$ 105 milhões) em termos operacionais devido à destruição do avião, embora a perda seja coberta pelo seguro.
O impacto geral do acidente nos seus lucros para o ano fiscal de 2023 ainda é desconhecido, segundo a JAL. Para o ano fiscal, a empresa espera registar um lucro líquido de 80 mil milhões de ienes sobre vendas de 1,68 biliões de ienes.
A Guarda Costeira informou que sua aeronave estava indo para a província de Niigata para entregar suprimentos às pessoas atingidas pelo terremoto de magnitude 7,6 que atingiu a Península de Noto e áreas vizinhas na costa do Mar do Japão no dia de Ano Novo.
Passageiros do avião da JAL disseram ao jornal Yomiuri que a companhia aérea está conversando sobre indenização, dizendo que pagará ¥100.000 por passageiro como consolação e outros ¥100.000 como reembolso por bagagem perdida.
A JAL revelou ainda que houve dois casos em que os animais de estimação de passageiros no compartimento de carga não puderam ser resgatados.
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