Atualizado em: 03/04/2024 15:53
Tóquio, Japão – A pista C do aeroporto de Haneda, onde ocorreu a colisão entre um avião de passageiros da Japan Airlines e uma aeronave da Guarda Costeira do Japão, poderá ser reaberta na segunda-feira (8), publicou a NHK.
A informação foi dada pelo Ministério dos Transportes, que espera poder retomar a operação normal de Haneda.
Desde o acidente ocorrido na terça-feira (2), a pista está fechada e vários voos da JAL e da All Nippon Airways (ANA), assim como de outras companhias, já foram cancelados.
O ministro Tetsuo Saito informou que foi iniciado o trabalho de remoção das partes do avião da JAL, que foi destruído por um incêndio após o choque.
Saito explicou que a capacidade de voo de Haneda está atualmente em cerca de 70% do nível anterior ao acidente. A taxa deverá chegar de 90% a 100% logo que a pista C for reaberta.
Limpeza da pista
O jato de passageiros da JAL colidiu com um turboélice da Guarda Costeira na pista, quando o avião da companhia aérea já havia pousado. Felizmente todas as 379 pessoas na aeronave da JAL escaparam ilesas, mas cinco dos seis tripulantes da aeronave da Guarda Costeira morreram.
O aeroporto tem usado maquinário pesado para retirar as partes do grande Airbus A350 da JAL para poder liberar a pista, publicou a Reuters.
Um funcionário do Conselho de Segurança de Transporte do Japão (JTSB, na sigla em inglês) disse que o gravador de dados de voo do avião foi coletado no início desta semana, mas que o gravador de voz da cabine ainda não foi recuperado.
As autoridades querem saber as circunstâncias que levaram à colisão, enquanto relatos publicados em jornais japoneses apontam que se trata de negligência profissional.
O pessoal da torre de controle tem dito que orientou o avião da Guarda Costeira a permanecer em uma área de espera, e a tripulação do jato da JAL disse que não viu o pequeno avião da Guarda Costeira na pista.
O capitão da aeronave da Guarda Costeira disse que recebeu permissão para entrar na pista, onde permaneceu por 40 segundos antes do choque. Ele sofreu queimaduras.
Autoridades de segurança da aviação dos EUA prestarão assistência ao Japão na leitura dos gravadores do avião.
Pelas regras internacionais em casos assim, a investigação é conduzida pelo país onde ocorreu o acidente, mas as nações onde os aviões foram fabricados também podem participar.
Especialistas forenses da Airbus e da agência estatal francesa BAE, juntamente com um representante do Conselho de Segurança nos Transportes do Canadá (TSB), estão investigando o acidente.
O Japão, que lidera a investigação, também pode pedir ajuda a outros países ao abrigo das regras internacionais.
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