Atualizado em: 03/04/2024 14:26
Yokosuka, Japão – Os Estados Unidos e o Japão estão em negociações para um acordo que permitiria aos estaleiros japoneses realizar regularmente a revisão e manutenção de navios de guerra da Marinha dos EUA, informou a agência Reuters nesta sexta-feira (19).
Isso permitiria que esses navios permanecessem nas águas asiáticas, prontos para qualquer conflito potencial, segundo afirmou o Embaixador dos EUA no Japão, Rahm Emanuel.
Emanuel destacou que a China monitora quais navios entram e saem da região, avaliando assim o poder de dissuasão dos Estados Unidos. Ele fez esses comentários na base naval de Yokosuka (Kanagawa), perto de Tóquio.
Historicamente dominante nas águas asiáticas, a Marinha dos EUA agora enfrenta o crescimento do poderio chinês, construindo mais navios e submarinos em um ritmo mais rápido que a produção de embarcações de guerra dos EUA.
Segundo um relatório do Pentágono, a China possui mais de 370 navios e submarinos, um aumento em relação aos 340 de 2023, tornando-se numericamente a maior marinha do mundo.
Utilizar os diques japoneses ajudaria a aliviar a pressão sobre os estaleiros americanos, que estão lidando com atrasos de manutenção de até 4.000 dias. Isso permitiria que se concentrassem na construção naval para expandir a frota dos EUA.
Aliado dos EUA, o Japão hospeda a maior concentração de poder militar dos EUA no exterior, incluindo o único grupo de ataque de porta-aviões que opera a partir de Yokosuka.
Um grupo de ataque é uma formação naval centrada em um porta-aviões e apoiada por navios e submarinos adicionais, permanentemente baseado em uma localização avançada. Isso permite uma resposta mais rápida a situações na região.
Esse grupo de navios de guerra faz parte da Sétima Frota, que comanda até 70 embarcações e submarinos a partir de sua sede na base naval japonesa e é uma das principais divisões operacionais da Marinha dos EUA, responsável por uma grande área do Oceano Pacífico e do Oceano Índico.
A Mitsubishi Heavy Industries, que fabrica navios de guerra e submarinos para as Forças de Autodefesa do Japão, opera estaleiros comerciais em Yokohama (Kanagawa), próximos a Yokosuka, e já realizou trabalhos de manutenção em navios da Marinha dos EUA no passado.
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