Atualizado em: 03/04/2024 14:08
Kanagawa, Japão – O homem que afirmou ser Satoshi Kirishima, suspeito de ter conexão com uma série de atentados que atingiram empresas na década de 1970, morreu nesta segunda-feira (29) de câncer de estômago no hospital em Kamakura, província de Kanagawa, segundo o Yomiuri.
Kirishima é um membro do extinto grupo terrorista de esquerda Frente Armada Anti-Japão da Ásia Oriental (東アジア反日武装戦線), que era procurado há quase 50 anos em conexão com uma série de atentados a bomba em Tóquio durante os anos de 1974 e 1975, segundo a NHK.
O terrorista, que hoje teria 70 anos de idade, se internou com um nome falso em um hospital de Kanagawa. Os médicos disseram que o câncer de estômago do paciente estava em estado avançado.
Fontes investigativas disseram que o homem viveu durante décadas sob o nome de Hiroshi Uchida em Fujisawa, Kanagawa, como funcionário de uma construtora. Ele não possuía cartão de seguro de saúde ou carteira de motorista e recebeu tratamento no hospital às suas próprias custas.
O suspeito teria dito: “Quero usar meu nome verdadeiro em meus momentos finais”, segundo a NHK.
A polícia colheu depoimentos e decidiu realizar testes de DNA para confirmar a identidade do suspeito de ser o terrorista.
Kirishima é acusado de ter ligação com 12 ataques a empresas, como a Mitsubishi Heavy Industries e a Mitsui & Co., que tinham operações no exterior.
Ele é suspeito de estar envolvido em um ataque em 1975 ao edifício do Instituto de Economia e Indústria da Coreia em Ginza, Tóquio, e estava sob mandado de prisão nacional por violação das leis de controle de explosivos.
O ataque mais notável foi o atentado a bomba no edifício da Mitsubishi Heavy Industries em 1974, que resultou na morte de 8 pessoas e ferimentos em 165 durante o horário de almoço em um distrito de escritórios em Tóquio.
Pelo menos oito pessoas foram presas e acusadas em relação aos ataques. Duas já haviam falecido, mas as demais foram condenadas à morte.
Além disso, dois membros que foram libertados como medida extraordinária durante sequestros de embaixadas e aeronaves realizados pelo Exército Vermelho Japonês no exterior ainda estão sob mandado de prisão internacional.
Foto: Reprodução/ANN News





