Atualizado em: 03/04/2024 13:58
Ishikawa, Japão – A cidade de Suzu, na província de Ishikawa, uma das mais atingidas pelo forte terremoto seguido de tsunami no dia 1º de janeiro, tinha a maior taxa de casas antigas entre outros municípios, segundo uma pesquisa feita pela agência Kyodo News. O dado mostra a vulnerabilidade das edificações em um país onde os abalos sísmicos são diários.
Um vídeo foi divulgado neste fim de semana, mostrando o poder do terremoto, com casas desabando facilmente, além do avanço do tsunami entre os escombros.
Na pesquisa da Kyodo, 65% das residências em Suzu foram construídas antes de 1981, quando os padrões sísmicos do país foram amplamente atualizados para serem capazes de resistir a fortes tremores.
Nas cidades vizinhas de Noto e Wajima o percentual também foi elevado, ficando em 61% e 56%, respectivamente.
Na pesquisa da agência de notícias foram analisadas 1.086 cidades, distritos e vilas.
O terremoto de magnitude 7,6 matou 240 pessoas, e acredita-se que muitas tenham morrido esmagadas com o desabamento de suas casas. As áreas que sofreram grandes danos tinham casas antigas de madeira.
Na pesquisa foram analisados dados de 2018 de locais com uma população de pelo menos 15.000 habitantes. Do total de residências nos 1.086 municípios, 22% foram construídas em 1980 ou antes.
No triste ranking, a cidade de Yamato, na província de Kumamoto, ficou em terceiro lugar na taxa de casas construídas antes de 1981, com 59%. Wajima ficou em quinto lugar.
O Japão revisou seus padrões após o Grande Terremoto de Hanshin, em 1995, ter destruído casas de madeira e matado 6.434 pessoas. Os padrões atuais foram revisados e reforçados em 2000.
Ainda que as edificações de antes de 1981 pudessem ter sua resistência aumentada para suportar fortes terremotos, a taxa de casas que cumprem os padrões atuais era de 51% em Suzu e 45% em Wajima, bem abaixo da média nacional, que é de 87%.
A prefeitura de Suzu forneceu subsídios de até 2 milhões de ienes (US$ 13.600) para obras de renovação resistentes a terremotos, mas houve apenas cinco casos de uso do programa entre os anos fiscais de 2011 e 2022.
Foto: Reprodução/ANN News





