Atualizado em: 03/04/2024 12:44
Tóquio, Japão – Uma pesquisa da Universidade Taisho revelou que japoneses que residem fora das principais cidades do país não interagem regularmente com os estrangeiros que vivem em suas áreas, publicou a Kyodo News.
O levantamento foi feito via online entre outubro e novembro do ano passado, abrangendo residentes japoneses de 59 cidades, vilas em todo o país, onde os estrangeiros representam 5% ou mais da população local.
Na pesquisa não foram incluídos os 23 distritos de Tóquio nem outras 20 principais cidades do país.
Segundo a pesquisa da Universidade Taisho, dos 1.194 entrevistados que deram respostas válidas, 83,8% afirmaram não ter intercâmbios regulares com os estrangeiros que vivem próximos.
Já 16,2% disseram que interagem, mas entre estes 39,7% disseram que são colegas, 32,5% citaram que são vizinhos e 21,6% falaram que têm amigos estrangeiros.
Mais estrangeiros?
Quando os pesquisadores perguntaram aos entrevistados se gostariam de ter mais estrangeiros na comunidade, 54,5% foram categóricos, respondendo “não”, com muitos citando preocupações sobre a deterioração da ordem social.
O problema é que o Japão enfrenta há anos uma queda vertiginosa na taxa de natalidade e o país vê a cada ano diminuir a população na idade ativa de trabalho.
Em contraste, no final de outubro de 2023 o total de trabalhadores estrangeiros no país atingiu o máximo histórico de 2,04 milhões, segundo o Ministério do Trabalho.
A professora Yuko Tsukasaki, que liderou a pesquisa, disse que como o Japão dependerá cada vez mais de estrangeiros para trabalhar, deve tornar-se um lugar onde eles possam viver confortavelmente e construir longas carreiras.
“Devemos ouvir adequadamente os residentes estrangeiros e fazer esforços constantes para criar uma sociedade harmoniosa”, disse Tsukasaki.
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