Atualizado em: 03/04/2024 12:33
Tóquio, Japão – Um casal que foi encaminhado aos promotores na sexta-feira (16), por supostamente ter matado sua filha de 4 anos, dando-lhe substância tóxica e um medicamento antipsicótico em sua casa em Tóquio, em março passado, é suspeito de ter abusado e negligenciado a criança, publicou a mídia local, segundo a Kyodo News.
Kenichi Hosoya, 43, e Shiho, de 37 anos, são suspeitos de forçar a filha Yoshiki a ingerir olanzapina, um medicamento antipsicótico, e etilenoglicol, utilizado principalmente para fins industriais. Não havia registros médicos que indicassem a necessidade da menina tomar olanzapina, publicou a ANN News.
Durante interrogatório, foi revelado neste sábado (17) que no dia 13 de março Kenichi viu a filha com os olhos abertos por volta das 6h30 da manhã.
Ainda que tenham verificado o pulso da menina, os pais não a levaram ao hospital, deixando-a no chão. O casal só teria ligado para a emergência duas horas e meia depois.
A equipe de resgate encontrou a menina no chão da sala com marcas nas costas, indicando que o casal a deixou deitada ali por muito tempo. Por volta das 9h ela foi então levada ao hospital, onde foi dada como morta.
A autópsia revelou que a causa da morte da menina foi por envenenamento, mas que ela também foi vítima de abuso e negligência por um longo período.
Kenichi e Shiho foram presos na quarta-feira (14). Enquanto Kenichi nega as acusações, Shiho tem permanecido em silêncio, segundo a polícia.
Em agosto de 2023, a polícia confirmou que o casal havia comprado olanzapina e etilenoglicol pela internet, além de ter pesquisado sobre a toxidade de tais produtos.
Como na análise do cabelo de Yoshiki ficou constatado que ela ingeriu olanzapina por muito tempo, a polícia considera que não se tratava de ingestão acidental.
Outro aspecto que reforça a negligência é o fato de o casal ter mudado Yoshiki de creche cinco vezes em 2019. Além disso, ela sempre aparentava estar mal cuidada.
A polícia também investiga a morte suspeita da irmã mais velha de Kenichi em abril de 2018.
Foto: Reprodução





