Atualizado em: 03/04/2024 12:32
Tóquio, Japão – O casal que é acusado de matar a filha de 4 anos com produtos químicos também é suspeito de assassinar a tia da menina da mesma forma, segundo fontes ligadas à investigação, publicou o jornal Asahi.
A dupla Kenichi Hosoya, 43, e sua esposa, Shiho, 37, foi presa em 14 de fevereiro pela morte de sua filha mais nova, Yoshiki, ocorrida em março de 2023, ao forçá-la a ingerir substâncias tóxicas.
Além desta acusação, a polícia de Tóquio investiga a morte da irmã de Kenichi em 2018.
Kenichi negou qualquer irregularidade, enquanto sua esposa se recusou a responder ao interrogatório policial.
A autópsia do corpo de Yoshiki revelou vestígios de olanzapina, um medicamento antipsicótico, e etilenoglicol, que é usado principalmente para fins industriais, como anticongelante para motores de automóveis.
Fontes ligadas à investigação disseram que o etilenoglicol também foi detectado no rim da irmã mais velha de Kenichi depois que ela morreu em abril de 2018, aos 41 anos.
Embora a irmã não tivesse problemas de saúde pré-existentes, ela queixou-se de se sentir mal imediatamente antes de morrer.
Foi informado que a irmã morava em uma unidade separada de um condomínio no bairro Taito, em Tóquio, onde residiam os Hosoya. O corpo da irmã foi descoberto vários dias após sua morte.
A autópsia inicial feita no corpo da irmã não encontrou nada suspeito. Mesmo assim, por precaução, foram mantidos alguns órgãos em laboratório.
Com a morte da menina Yoshiki, os policiais do Departamento de Polícia Metropolitana solicitaram uma nova análise dos órgãos da irmã de Kenichi.
Desta vez o exame revelou vestígios de oxalato de cálcio no rim. O oxalato de cálcio acumula-se em forma de cristal nos rins quando o etilenoglicol é ingerido.
O produto etilenoglicol é tóxico e pode induzir o coma ou batimentos cardíacos irregulares quando ingerido. Mesmo uma pequena quantidade é capaz de causar insuficiência renal. Mas dependendo da quantidade consumida, o produto químico é fatal.
Quando investigavam a morte de Yoshiki, os policiais revistaram a casa dos Hosoya em agosto de 2023 e apreenderam celulares e computadores do casal para analisar.
A polícia rastreou a compra de etilenoglicol pelo casal antes da morte da irmã de Kenichi. Eles também encontraram pesquisas na Internet sobre a composição do produto químico e seus efeitos no corpo humano.
Antes de morrer, a irmã de Kenichi buscou atendimento ambulatorial, pois sentia tontura e sua fala se tornou arrastada. Como não tinha nenhum problema de saúde pré-existente, fontes disseram que a polícia estava investigando a possibilidade de que o etilenoglicol pudesse ter sido o responsável por sua morte.
Um mês após a morte da irmã, Kenichi herdou de seu pai o condomínio de 10 andares, onde morava, segundo registros comerciais de junho de 2018. Ele também se tornou diretor representante de seu pai na empresa de gestão hoteleira naquele mesmo mês.
Os policiais envolvidos na investigação estavam cientes de que havia uma disputa familiar sobre quem deveria herdar o imóvel.
Na casa de Kenichi e Shiho a polícia também encontrou um pacote de olanzapina, comprado em sites estrangeiros cerca de um ano antes da morte de Yoshiki.
Consta que Shiho teria dito no centro de consulta infantil que ela tomou o medicamento antipsicótico quando teve dificuldade de dormir.
Foto: Reprodução





