Tóquio, Japão – A pneumonia por micoplasma, uma infecção comum entre crianças, apresenta o maior número de casos nos últimos 10 anos para esta época do ano no Japão, informou a emissora NHK na terça-feira (21).
Os sintomas incluem febre, cansaço extremo, dores de cabeça e tosse, podendo evoluir para casos graves que requerem hospitalização.
Dados do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas mostram que, até 12 de janeiro, o número médio de pacientes por instituição médica foi de 1,11, um aumento de 0,34 em relação à semana anterior.
O professor Tomohiro Oishi, especialista em doenças infecciosas pediátricas, destaca que a doença têm um período de incubação longo, de duas a três semanas, dificultando a identificação de pessoas infectadas.
Além disso, a coexistência de epidemias de influenza e pneumonia por micoplasma agrava a situação, com relatos de pacientes enfrentando dificuldades respiratórias devido à infecção simultânea.
Especialistas reforçam a importância de medidas preventivas, como uso de máscaras, hidratação regular e manutenção da saúde geral, para conter a disseminação das doenças.
Informações sobre pneumonia por micoplasma
(segundo o Ministério da Saúde do Japão)
O que é:
- Infecção respiratória associada a tosse persistente, causada pela bactéria Mycoplasma pneumoniae.
- Afeta principalmente crianças e jovens, sendo responsável por cerca de 80% dos casos em pessoas com menos de 14 anos, mas também ocorre em adultos.
- É observada ao longo do ano, com aumento no outono e inverno.
Principais sintomas:
- Febre, fadiga, dores de cabeça e tosse (que pode começar após outros sintomas e durar de três a quatro semanas).
- Em geral, os sintomas são leves e limitados à bronquite, especialmente em crianças. No entanto, casos graves podem evoluir para pneumonia, complicações como otite média, pleurite, miocardite ou meningite (em menos de 10% dos casos).
Transmissão:
- Ocorre por gotículas respiratórias (infecção por aerossóis) ou contato direto (infecção por contato).
- Transmissão é comum em ambientes como casas e escolas.
- O período de incubação é longo, cerca de duas a três semanas.
Tratamento:
- Realizado com antibióticos da classe macrolídeo. Nos casos graves, pode ser necessário internação.
- Algumas bactérias resistentes a macrolídeos exigem o uso de outras classes de antibióticos.
Prevenção:
- Higiene das mãos com água e sabão é essencial.
- Evitar o compartilhamento de toalhas em casa e manter etiqueta respiratória (uso de máscara ao tossir).
- A transmissão geralmente ocorre por contato próximo, reduzindo o risco de infecção por exposições breves.
Foto: Instituto Nacional de Doenças Infecciosas





