Tóquio, Japão – As taxas de consultas médicas ficarão mais caras no Japão devido a uma revisão dos honorários médicos prevista para junho deste ano. Isso inclui um acréscimo destinado a cobrir os impactos da alta dos preços e dos reajustes salariais no setor de saúde.
O valor adicional será incorporado à taxa de consulta inicial, à consulta de retorno e às internações hospitalares, informou o jornal Asahi.
Embora o montante varie conforme a instituição, a maioria dos estabelecimentos deverá aplicar um aumento de 190 ienes na primeira consulta. Desse total, entre 10% e 30% serão arcados pelos pacientes inscritos no shakai hoken, kokumin kenko hoken e outros seguros de saúde.
A proposta foi aprovada na sexta-feira (13) pelo Conselho Central de Seguro Médico, órgão consultivo do governo. Em seguida, encaminhada ao ministro da Saúde, Trabalho e Bem-Estar, Kenichiro Ueno.
Os honorários médicos correspondem aos valores pagos às instituições de saúde pelos serviços cobertos pelo seguro público, como consultas e cirurgias. De acordo com o jornal, esses valores são definidos pelo governo e revisados, em regra, a cada dois anos.
Nesta revisão, o governo decidiu elevar em 3,09% a parte principal dos honorários — excluindo medicamentos e materiais. Desde o ano fiscal de 2014, os reajustes vinham sendo mantidos abaixo de 1%, o que faz desta a primeira elevação superior a 3% em 30 anos.
Do total de 3,09%, 2,99% serão destinados, na prática, a compensar a inflação e os aumentos salariais dos profissionais de saúde. A estratégia é redistribuir custos de forma ampla, evitando que o peso recaia sobre grupos específicos de pacientes.
Cobrança de nova taxa
Além disso, será criada uma nova cobrança chamada “taxa de resposta à inflação”, aplicada a consultas iniciais e de retorno, atendimentos domiciliares e internações. A partir de junho, ela será de 20 ienes nas consultas, 30 ienes em visitas domiciliares e, no caso de internação em hospitais universitários com proporção de um enfermeiro para cada sete pacientes, 840 ienes por dia. A previsão é de que esses valores dobrem em junho do próximo ano.
Também será ampliada a chamada “taxa de avaliação para reajuste salarial”, criada na revisão do ano fiscal de 2024 e cuja adoção é opcional pelas instituições médicas. Atualmente, o valor adicional na consulta inicial é de 60 ienes. A partir de junho, passará para 170 ienes, e em junho do próximo ano chegará a 340 ienes.
Na prática, um paciente que procurar pela primeira vez uma clínica ou hospital com sintomas de resfriado, por exemplo, pagará, além da taxa de consulta inicial de 2.910 ienes, mais 20 ienes referentes à inflação e 170 ienes relativos ao reajuste salarial, totalizando 190 ienes adicionais. A partir de junho do próximo ano, esse acréscimo chegará a 380 ienes.
Para pacientes inscritos no seguro de saúde com cobertura de 70%, o aumento efetivo no valor pago no balcão será de cerca de 60 ienes a partir de junho e aproximadamente 115 ienes no ano seguinte.
Caso o reajuste salarial seja considerado insuficiente, as instituições poderão aplicar um segundo nível de acréscimo. Atualmente, o teto para a consulta inicial é de 640 ienes. Embora poucas instituições se enquadrem nesse caso, o limite máximo desse segundo nível subirá para 960 ienes em junho e para 1.920 ienes em junho do próximo ano.





