Tóquio, Japão – Uma pesquisa da Agência Nacional de Polícia revelou que 171 pessoas com demência dadas como desaparecidas no Japão em 2024 continuavam sem ser encontradas até o final de 2025. O número representa 0,9% do total de casos registrados naquele ano.
Segundo reportagem do jornal Asahi Shimbun, a polícia aponta que parte desses casos pode envolver situações em que familiares não comunicaram oficialmente o reencontro ou em que não conseguiu restabelecer contato com as famílias.
O monitoramento desses desaparecimentos começou em 2012, quando a agência passou a reunir dados com base em boletins de ocorrência abertos por parentes e outras pessoas.
Desde então, foram registrados 199.691 casos envolvendo pessoas com demência em todo o país.
Desse total acumulado, 1.149 indivíduos permanecem sem localização até hoje. O número já desconta os casos em que houve reencontro ou retirada do registro, inclusive quando a pessoa foi encontrada no ano seguinte ao desaparecimento.
Crescimento dos casos e panorama de 2024
Apenas em 2024, o Japão contabilizou 18.121 pessoas com demência desaparecidas, um volume 1,9 vez maior do que o registrado em 2012.
A maior parte dos casos teve desfecho positivo: 16.877 pessoas foram encontradas com vida ao longo do ano, sendo 12.476 localizadas no mesmo dia em que desapareceram. Outros 491 indivíduos foram encontrados mortos.
Além disso, 480 registros foram retirados pelas famílias, enquanto 273 pessoas permaneceram desaparecidas até o fim de 2024.
A Agência Nacional de Polícia realizou investigações junto a departamentos de polícia em todo o país. O órgão identificou que, desse grupo, 171 casos continuavam em aberto até o final de 2025, sem retirada oficial dos registros.
Perfil das vítimas e distribuição regional
Entre os 171 desaparecidos, 87 eram homens e 84 mulheres. A maior concentração está nas faixas etárias mais avançadas: 115 pessoas tinham 80 anos ou mais, e outras 46 estavam na casa dos 70 anos. Juntas, essas idades representam mais de 90% do total.
Casos envolvendo pessoas mais jovens são raros: oito tinham entre 60 e 69 anos, enquanto houve apenas um registro em cada uma das faixas de 40 e 50 anos.
Por província, Hokkaido lidera com 15 casos, seguido por Fukushima, com 11. As províncias de Aichi e Kagoshima registraram nove ocorrências cada. Já Tóquio teve seis casos, enquanto Osaka contabilizou cinco.





