Amagasaki, Japão – Mais de 2 mil famílias da cidade de Amagasaki, na província de Hyogo, foram prejudicadas por um erro no cálculo de reembolsos de despesas médicas acumulado ao longo de vários anos. O problema gerou um déficit de 39,4 milhões de ienes em pagamentos que deveriam ter sido devolvidos aos beneficiários de seguros de saúde.
O caso veio à tona nesta sexta-feira (8) pelo governo municipal. Segundo a NTV News, até agora houve a identificação de cerca de 13.800 casos relacionados ao erro, afetando aproximadamente 2.200 famílias.
A prefeitura informou que os números ainda podem mudar conforme novas verificações adicionais.
Falha descoberta durante troca de sistema
De acordo com a prefeitura de Amagasaki, o descobrimento do problema aconteceu durante a migração para um novo sistema administrativo, que ocorreu em setembro do ano passado.
Na ocasião, funcionários identificaram diferenças no cálculo dos reembolsos de despesas médicas de alto custo entre o sistema antigo e o novo. A análise apontou que o cálculo incorreto provavelmente ocorria desde abril de 2018, período de implementação do antigo sistema.
Apesar disso, a prefeitura informou que não será possível revisar pagamentos anteriores a julho de 2020, já que o prazo de retenção dos comprovantes médicos é de apenas cinco anos.
Como funciona o reembolso de despesas médicas
O sistema japonês de reembolso de despesas médicas de alto custo, conhecido como kougaku ryouyou-hi seido (高額療養費制度), permite reduzir os gastos pagos diretamente pelos pacientes após a cobertura do seguro de saúde.
Pessoas elegíveis podem receber de volta valores que ultrapassem um determinado limite, conforme renda e faixa etária.
No caso de Amagasaki, o valor usado como base para o cálculo da coparticipação do segurado estava incorreto. Isso fez com que o montante devolvido às famílias fosse menor do que o devido.
Prefeitura pediu desculpas por erro
Durante coletiva de imprensa, o governo municipal pediu desculpas às famílias afetadas e reconheceu os danos causados à confiança pública.
“Pedimos profundas desculpas pelo transtorno causado aos beneficiários do seguro saúde nacional e pelos danos à confiança pública decorrentes deste incidente. Aplicaremos rigorosamente os procedimentos administrativos de acordo com a lei e implementaremos treinamentos no local de trabalho para evitar que isso se repita”, declarou a prefeitura.
A administração municipal pretende concluir até o fim deste ano a identificação das famílias que têm direito ao ressarcimento. O pagamento das diferenças deve começar no final de março de 2027.





