Londres, Reino Unido – O Museu de História Natural de Londres, no Reino Unido, devolveu ao Japão os restos mortais de sete pessoas do povo indígena Ainu, encerrando um período de mais de um século em que os conjuntos permaneceram sob custódia da instituição britânica.
Segundo a agência Kyodo News, quatro dos sete restos mortais ficaram em posse do museu por cerca de 160 anos. Antes disso, eles estavam nas cidades de Yakumo e Mori, na ilha de Hokkaido.
Outros dois conjuntos foram encontrados nas Ilhas Curilas. Já a origem do sétimo indivíduo é desconhecida, de acordo com informações divulgadas pelo Gabinete do Governo do Japão. O museu britânico recebeu as doações dos restos mortais entre 1866 e 1911.
Cerimônia marcou entrega em Londres
O ministro japonês responsável pelos assuntos relacionados aos Ainu, Hitoshi Kikawada, participou da cerimônia de devolução em Londres na última terça-feira (5). O diretor executivo da Associação Ainu de Hokkaido, Masaru Okawa, também esteve presente.
Além disso, durante o evento, a Associação Ainu de Hokkaido realizou uma cerimônia em memória dos falecidos.
Nesta sexta-feira (8), os conjuntos chegaram a Hokkaido, onde ficarão em um memorial no Museu e Parque Nacional Ainu de Upopoy, na cidade de Shiraoi.
Governo japonês quer ampliar repatriações
Os Ainu são um grupo étnico indígena originário principalmente da ilha de Hokkaido e algumas regiões da Rússia. Esta foi a quarta repatriação de restos mortais do povo Ainu que estavam no exterior para estudos antropológicos.
Antes da devolução realizada pelo museu britânico, outros oito restos mortais de indígenas Ainu já haviam retornado ao Japão, sendo que um deles estava na Alemanha, quatro na Austrália e três na Escócia.
Em entrevista coletiva, o ministro Hitoshi Kikawada afirmou que o governo japonês pretende continuar buscando o retorno de outros conjuntos mantidos fora do país. “Continuaremos a lutar pela repatriação dos restos mortais armazenados no exterior”, declarou.





