Tóquio, Japão – A polícia do Japão aplicou 2.147 multas a ciclistas no mês passado, quando entrou em vigor o novo sistema de infrações, informou o jornal Yomiuri, citando dados preliminares divulgados pelas autoridades na quinta-feira (14).
As infrações por desrespeito à placa de “pare” e uso de celular responderam por cerca de 70% dos casos.
A nova regra entrou em vigor em 1º de abril e prevê aplicação de multas para 113 tipos de infrações cometidas por ciclistas com 16 anos ou mais.
Parada obrigatória e celular lideram infrações
De acordo com a Agência Nacional de Polícia, a infração mais registrada foi o desrespeito à parada obrigatória, com 846 casos, ou 40% do total.
Na sequência aparece o uso de smartphone enquanto o ciclista está em movimento, com 713 ocorrências, representando 33% das autuações.
Também foram registrados 298 casos de avanço de sinal vermelho (14%) e 156 de entrada irregular em passagem ferroviária com cancela (7%).
Entre as províncias japonesas, Tóquio liderou o número de multas aplicadas, com 501 registros, seguida de Osaka com 267 e Aichi com 257.
Segundo os dados, em Tóquio metade das autuações ocorreu por desrespeito à placa de “pare”. Em Aichi, esse tipo de infração representou cerca de 70% dos casos. Já em Osaka, o avanço de sinal vermelho respondeu por aproximadamente 40% das multas.
Akita, Yamagata, Mie, Tokushima, Nagasaki, Kumamoto e Okinawa não registraram nenhuma emissão de multa durante o mês de abril, indicando diferenças regionais na fiscalização.
Além das autuações, a polícia também realizou ações de orientação e advertência contra ciclistas infratores.
Advertências aumentam 30%
As orientações e advertências aplicadas por policiais chegaram a 135.855 casos em abril, um aumento de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Por outro lado, o número total de ocorrências envolvendo “multa vermelha” — usada em infrações graves, como dirigir embriagado — e outros casos criminais relacionados a bicicletas somou 2.980 registros, uma queda de 40% na comparação anual.
A Agência Nacional de Polícia avalia que muitos ciclistas corrigiram o comportamento após receber orientação policial, o que pode estar contribuindo para a redução de infrações graves.





