Toyohashi, Japão – Moradores de Toyohashi, na província de Aichi, estão pressionando a prefeitura por providências diante do crescimento de um “paredão de lixo” acumulado em diferentes áreas da cidade.
Em reportagem da TV Aichi, é possível ver grandes montes de resíduos empilhados e cobertos por redes. Entre os materiais visíveis nos sacos estão garrafas plásticas, embalagens de alimentos e até sapatos usados.
Segundo os moradores, o acúmulo começou por volta de dezembro de 2024 e segue crescendo gradualmente. Além do impacto visual, há receio de que o local possa representar risco de incêndio.
Peso dos resíduos chega a 32 mil toneladas
A administração do depósito é de responsabilidade de uma empresa de coleta de lixo de Toyohashi. Em relatório apresentado ao corpo de bombeiros, a empresa informou que o volume total armazenado chega a aproximadamente 32 mil toneladas.
Ainda de acordo com a reportagem, havia o registro de pilhas semelhantes de resíduos em oito locais diferentes da cidade até o final de abril.
O tamanho do acúmulo aumentou a preocupação de moradores, que passaram a cobrar explicações mais detalhadas das autoridades municipais.
Empresa afirma que material será usado como combustível
Questionada sobre a finalidade do armazenamento, a empresa declarou que o material não é tratado como lixo, mas como matéria orgânica que servirá para a produção de combustível.
Em comunicado, afirmou: “Estamos armazenando para a reutilização de resinas sintéticas, como plásticos, e atualmente estamos trabalhando no desenvolvimento de tecnologia para usá-lo como combustível. Estamos armazenando adequadamente, de acordo com as diretrizes nacionais”.

Moradores cobram posicionamento da prefeitura
No começo de maio, cerca de 100 moradores participaram de uma reunião com a prefeitura de Toyohashi para pedir esclarecimentos sobre a situação.
Durante o encontro, o grupo afirmou que poderá considerar medidas legais, incluindo acusações criminais, até o fim do ano, caso não haja uma resposta mais efetiva do município.
No entanto, o chefe adjunto da Divisão de Gestão de Resíduos de Toyohashi, Kenji Maruyama, disse que a prefeitura não consegue contestar a alegação da empresa de que o material seria matéria orgânica, o que limita uma intervenção imediata.
Apesar disso, Maruyama afirmou que a prefeitura poderá agir caso ocorram problemas como dispersão de resíduos ou odores fortes que afetem a rotina dos moradores. Ele também informou que realizará uma inspeção no local.






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