Saitama, Japão – O caso de um homem preso por jogar detergente em sushi ganhou repercussão no Japão após um vídeo publicado numa rede social provocar uma série de reclamações de clientes contra uma rede de restaurantes. A ocorrência aconteceu na província de Saitama e levou à prisão do responsável pelas imagens.
A publicação repercutiu rapidamente na internet e acabou impactando diretamente as operações do estabelecimento envolvido, segundo informações divulgadas pelas autoridades e pela empresa.
Vídeo publicado em rede social
De acordo com o jornal Saitama Shimbun, a postagem ocorreu em 27 de maio por um homem de 43 anos, desempregado e morador da cidade de Moroyama, na província de Saitama. Ele não teve a identidade divulgada.
Nas imagens, ele aparece filmando a si mesmo enquanto despeja uma substância semelhante a detergente sobre um prato de sushi que havia pedido em uma unidade da rede Hama-Sushi. Posteriormente, o suspeito publicou o vídeo em uma rede social.
Empresa acionou a polícia após reclamações
Com a ampla repercussão das imagens, o restaurante passou a receber diversas reclamações de clientes. Segundo a empresa, a situação acabou prejudicando o funcionamento do estabelecimento.
Diante do impacto causado pelo vídeo, a própria rede entrou em contato com a polícia. Logo após, a investigação identificou o suspeito por meio de imagens registradas por câmeras de segurança.
Na última terça-feira (2), ele foi preso sob acusação de obstrução de negócios.
Em depoimento, o homem admitiu a prática. “Definitivamente derramei o líquido no atum que pedi e postei o vídeo. Queria aumentar o número de visualizações na rede social”, afirmou à polícia.
Embora ainda não haja a identificação oficial da substância utilizada, ele confessou ter “derramado água de um recipiente de detergente”.
Até o momento, nenhum cliente relatou problemas de saúde e a polícia segue investigando os detalhes do caso.
O vídeo já foi removido da internet.
Hama-Sushi avalia medidas judiciais
Segundo um porta-voz da Hama-Sushi, dezenas de reclamações e solicitações chegaram à central de atendimento da empresa entre os dias 27 de maio e 2 de junho.
“Esse comportamento perturbador é completamente inaceitável. Continuaremos a cooperar plenamente com a investigação policial e consideraremos entrar com uma ação civil”, declarou.
A empresa informou que segue colaborando com as autoridades enquanto avalia possíveis medidas judiciais relacionadas ao episódio.





