Tóquio, Japão – A polícia divulgou nesta quarta-feira (10) a prisão de dois homens, de nacionalidades ugandesa e nigeriana, suspeitos de receber veículos roubados em um esquema que envolvia o furto, desmanche e exportação ilegal de vans Toyota Hiace na região de Kanto, informou o jornal Asahi.
A investigação começou com uma força-tarefa conjunta das polícias das províncias de Kanagawa, Ibaraki, Chiba e Saitama.
Os suspeitos, de 54 e 46 anos, atuavam no setor de desmanche de veículos e teriam violado Lei de Punição ao Crime Organizado por receberem bens provenientes de atividades criminosas.
Veículo roubado levado para oficina de desmanche
De acordo com a polícia, os dois homens teriam agido juntos para receber um Toyota Hiace roubado em um pátio utilizado para armazenamento e desmontagem de veículos na cidade de Hokota, província de Ibaraki, pouco depois das 3h da madrugada do dia 4 de fevereiro.
O veículo, avaliado em aproximadamente 300 mil ienes, chegou ao local mesmo com os envolvidos tendo conhecimento de que se tratava de produto de crime.
Outros dois suspeitos presos
A mesma investigação já havia resultado na prisão de dois japoneses, de 42 e 41 anos, moradores de Yokohama. Eles são suspeitos de furtar duas vans Toyota Hiace entre os dias 3 e 4 de fevereiro em estacionamentos das províncias de Ibaraki e Saitama.
De acordo com os investigadores, o grupo utilizava um método que consistia em danificar a fechadura com uma ferramenta semelhante a uma chave de fenda, ligar o motor por meio da conexão direta da fiação elétrica e instalar placas adulteradas antes de transportar os veículos até os pátios de desmanche.
Polícia investiga série de furtos na região de Kanto
As autoridades informaram que os furtos de Toyota Hiace fabricadas entre 2008 e 2012, modelos que não possuem dispositivos eletrônicos de segurança, vêm ocorrendo com frequência nas quatro províncias desde 2024.
Por causa das características semelhantes dos casos, a força-tarefa investiga a possível ligação entre os crimes.
De acordo com a polícia, os criminosos levavam as vans roubadas para a oficina, desmontavam e posteriormente transportavam para outro pátio em Ibaraki. Eles colocavam as peças em contêineres para exportação.
Os investigadores acreditam que, nos países de destino, os veículos eram remontados ou utilizados como fonte de peças para reparo de automóveis danificados.
A polícia trabalha com a hipótese de que o grupo se envolveu com ao menos 300 veículos roubados, posteriormente desmontados em oficinas clandestinas.
Placas adulteradas
Durante a investigação, a polícia ainda apreendeu placas adulteradas.
De acordo com as autoridades, as placas falsas eram produzidas de forma artesanal. Os suspeitos faziam cópias coloridas dos números originais em papel e, em seguida, aplicavam um processo de laminação. Isso dava aparência semelhante às placas legítimas dos veículos.
Essas placas adulteradas serviram para transportar os automóveis roubados sem levantar suspeitas antes de chegarem nas oficina de desmanche.






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