Tóquio, Japão – Os estrangeiros em cidades rurais do Japão tendem a apresentar menor proficiência no idioma japonês em comparação com aqueles que vivem em áreas mais urbanizadas. A conclusão faz parte de uma pesquisa realizada pela Agência de Serviços de Imigração, que pretende utilizar os resultados para desenvolver medidas voltadas ao aprimoramento da integração linguística dos residentes estrangeiros.
O levantamento identificou que a principal dificuldade está relacionada à escassez de ambientes e oportunidades de aprendizado disponíveis em cidades e vilarejos menos populosos.
Segundo informações do Asahi Shimbun, a Pesquisa Básica sobre Residentes Estrangeiros foi divulgada em 19 de maio e conduzida por uma entidade privada contratada pela agência.
Um questionário sobre habilidades linguísticas foi enviado a 20 mil residentes estrangeiros de médio e longo prazo, incluindo residentes permanentes especiais, com mais de 18 anos.
Resultados da pesquisa
Cerca de 8.900 pessoas responderam ao levantamento. Entre os participantes, 35% vivem no Japão há entre três e dez anos, enquanto 26% residem no país há entre um e três anos. Outros 19% permanecem no Japão há entre dez e vinte anos.
Quando questionados sobre suas habilidades no idioma, 19% afirmaram conseguir manter conversas sobre qualquer assunto adequado à situação.
Outros 15% disseram ser capazes de conversar naturalmente em japonês fluente. Já 36% relataram que conseguem tratar dos assuntos necessários para o cotidiano.
Apenas 2% afirmaram não conseguir manter nenhuma conversa em japonês.
Dificuldade para aprender o idioma
A pesquisa mostrou que moradores de cidades e vilarejos menos populosos apresentam, em geral, menor domínio da língua japonesa.
O principal fator apontado foi a falta de ambientes de aprendizado que permitam o desenvolvimento das habilidades linguísticas.
Metade dos entrevistados afirmou já ter estudado japonês anteriormente, mas não estar frequentando aulas atualmente. Outros 10% disseram nunca ter estudado o idioma.
Entre os motivos apresentados, um terço afirmou não sentir necessidade de aprender japonês porque já consegue se comunicar na língua.
Por outro lado, 15% disseram não ter acesso a cursos de japonês que possam frequentar. Além disso, 11% afirmaram que não existem aulas gratuitas próximas de onde vivem e 9% declararam não saber onde poderiam aprender o idioma.
Impactos na vida cotidiana
A pesquisa também identificou dificuldades relacionadas à educação dos filhos.
Entre os entrevistados, 13% disseram que seus filhos não compreendem totalmente o japonês. Outros 9% afirmaram ter dificuldades para se comunicar com professores.
Além disso, 6% dos pais relataram não conseguir entender os comunicados enviados pelas escolas.
Outro dado destacado pelo levantamento mostra que mais de 80% dos entrevistados desconhecem os sites e demais serviços disponibilizados pelo governo para fornecer informações aos residentes estrangeiros.
Estrangeiros pedem mais opções de aprendizado
Na seção destinada aos comentários, muitos participantes apontaram a falta de documentos produzidos em japonês simplificado.
Segundo os relatos, há demanda por explicações mais fáceis de compreender sobre áreas como saúde, impostos e previdência.
Um dos entrevistados sugeriu a criação de uma ferramenta específica para situações de emergência.
“O Japão deveria disponibilizar um aplicativo específico com informações sobre desastres e locais de evacuação”, escreveu.
Com base nos resultados obtidos, a Agência de Serviços de Imigração informou que pretende dar continuidade a medidas futuras voltadas à formulação de políticas de bem-estar para os estrangeiros que vivem no Japão.






Pra aprender e tbem,melhorar o idioma japonês,todas empreiteiras deveriam oferecer aulas gratuitas para os funcionários!
As prefeituras,deveriam divulgar mais sobre o assunto para todos estrangeiros que vivem no país em todas as línguas disponíveis!