Tóquio, Japão – Um grupo suprapartidário de parlamentares entregou ao governo japonês, na quinta-feira (18), cerca de 140 mil assinaturas em apoio ao combate ao discurso de ódio e à proteção dos direitos humanos dos estrangeiros no Japão.
A iniciativa coincidiu com o Dia Internacional de Combate ao Discurso de Ódio, promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU), informou a agência Kyodo.
O grupo encaminhou as assinaturas à primeira-ministra Sanae Takaichi e aos presidentes das duas casas legislativas do Parlamento. A campanha contou com o apoio de organizações, entre elas a NPO Rede Nacional de Solidariedade aos Migrantes.
Pedido por medidas concretas
Os organizadores solicitaram que a primeira-ministra declare publicamente sua oposição ao discurso de ódio. Além disso, pediram a aplicação da legislação trabalhista aos trabalhadores estrangeiros sem qualquer forma de discriminação.
De acordo com os defensores da iniciativa, a adoção dessas medidas é fundamental para fortalecer a proteção dos direitos humanos e promover a igualdade de tratamento no ambiente de trabalho.
Parlamentar aponta continuidade da discriminação
Durante a entrega das assinaturas, o parlamentar Yoshifu Arita, integrante do grupo e membro da União Reformista Centrista, afirmou que a discriminação ainda persiste no país.
“Existe uma realidade em que discriminações absurdas continuam ocorrendo”, declarou.
Além disso, o parlamentar mencionou os dez anos da entrada em vigor da Lei de Combate ao Discurso de Ódio. Segundo ele, já começaram os preparativos para uma revisão completa da legislação, com o objetivo de reforçar as medidas contra práticas discriminatórias.
Convivência harmoniosa com os estrangeiros
Um dos principais responsáveis pela campanha de assinaturas, Ippei Torii, copresidente da Rede Nacional de Solidariedade aos Migrantes, criticou o que classificou como uma intensificação de medidas discriminatórias contra estrangeiros.
De acordo com ele, a mobilização buscou dar visibilidade às dificuldades enfrentadas por pessoas que muitas vezes não conseguem fazer suas vozes serem ouvidas.
Torii afirmou ainda que, durante cerca de 30 palestras realizadas desde fevereiro, ouviu repetidamente relatos de pessoas interessadas em construir uma convivência harmoniosa com os estrangeiros que vivem no Japão.
Para ele, políticas e iniciativas influenciadas pelo discurso de ódio não contribuem para o futuro da sociedade. Em contrapartida, defendeu a construção de uma sociedade multicultural e multiétnica baseada na convivência e no respeito mútuo como caminho para o futuro do país.






Se nem o pai dela a quis dizer, o que mais ne!
Eu entendo que cosmos estrangeiros e alguns japoneses nos vê como invasores, até aí ok, ma a partir do momento que pagamos todos impostos e cumprimos os deveres, aí passamos a ter direitos também, se fossemos isentos de algumas taxas até concordaria com a posição contra, porém pagamos tudo que um japonês paga e até mais devido a ser estrangeiro… então acho que o governo deveria rever esse ataque indireto aos estrangeiros…. Não temos culpa que o pai estrangeiro de uma pessoa do governo a abandonou….. e ela tem ódio aos estrangeiros geral a culpa não é nossa
Muito bom mesmo a gente trabalha contribui com o pais paga todo tipo de seguro obrigatório pelo governo ate kaigo que muitas das vezes nem vamos usar e ficar ouvindo criticas ! E muito ruim e claro que tem muitos que nao contribuem nao estão preocupados com o pais ai ja outra coisas tem que ser junlgado pelos seus atos!nao todos que contribuem pagam seus impostos ser julgado igual