Tóquio, Japão – O governo japonês começou a discutir a criação de um programa de cursos para ensinar o idioma e as normas sociais do país aos estrangeiros residentes. A proposta poderá tornar a participação nas aulas uma condição para pedidos de visto permanente e renovação da permanência de longa duração.
De acordo com o jornal Sankei, um grupo de especialistas realizou na terça-feira (18) a primeira reunião para elaborar o chamado “Programa de Aprendizagem da Língua Japonesa e da Vida Cotidiana”, nome ainda provisório.
O governo pretende testar o programa a partir do ano fiscal de 2028. A iniciativa busca transferir para o governo central parte da responsabilidade pela integração dos estrangeiros, que até agora tem ficado principalmente a cargo das prefeituras e comunidades locais.
O grupo de trabalho reúne seis integrantes e tem como coordenador Susumu Takahashi, presidente emérito do Instituto de Pesquisa do Japão.
Na abertura do encontro, o vice-ministro do Gabinete, Hayato Suzuki, afirmou que o tema é muito importante para promover uma “convivência ordenada” com os estrangeiros.
“Queremos elaborar um programa eficaz”, declarou.
Programa poderá ter dois cursos
Durante a reunião, o governo apresentou cinco pontos principais para orientar as discussões. Entre eles está a criação de dois cursos voltados a públicos diferentes.
O curso A, nome provisório, teria aulas principalmente online e atenderia estrangeiros antes e depois da chegada ao Japão.
Já o curso B seria destinado a residentes de médio e longo prazo que pretendem solicitar visto permanente ou a naturalização. Nesse caso, a maior parte das aulas ocorreria presencialmente.
Além da estrutura e do conteúdo das aulas, os especialistas discutirão o papel das empresas que contratam estrangeiros, a cooperação entre o governo central e as prefeituras e a possibilidade de considerar a participação no programa durante a análise dos pedidos de permanência.
O governo pediu que o grupo avalie a adoção do curso como requisito para a concessão da residência permanente e de outros tipos de permanência de longa duração.
Governo quer ampliar responsabilidade pela integração
Sistemas organizados para ajudar estrangeiros a aprender o idioma e se adaptar à sociedade são conhecidos como programas de integração social. Países europeus e os Estados Unidos, que recebem grande número de imigrantes, já adotam iniciativas semelhantes.
No entanto, o projeto japonês ainda precisa definir diversos pontos, como quem deverá arcar com os custos das aulas.
A assessora da primeira-ministra para políticas voltadas aos estrangeiros, Midori Matsushima, afirmou que o ensino do japonês às pessoas que chegam ao país ficou até agora sob responsabilidade das prefeituras.
Segundo ela, parte dos atritos com os moradores locais ocorre porque muitos estrangeiros não compreendem o idioma.
“É necessário que aprendam japonês adequadamente, inclusive os familiares”, afirmou Matsushima ao explicar o objetivo do programa.
Recursos devem vir de taxas de visto
Em seu blog oficial, Matsushima apresentou outros detalhes sobre o projeto.
Segundo ela, o governo pretende financiar o programa com os recursos obtidos pelo aumento das taxas de renovação dos vistos de residência, sem utilizar os impostos pagos pela população japonesa. Além disso, Matsushima afirmou que o governo pretende cobrar responsabilidade das empresas que empregam estrangeiros.
O programa deverá considerar especialmente os estrangeiros que têm poucas oportunidades de estudar japonês. Entre eles estão familiares com status de dependente, cônjuges estrangeiros de japoneses e residentes de longa duração, como descendentes de japoneses da terceira geração e seus familiares.
Matsushima também citou um relatório elaborado em julho por um grupo ligado ao Ministério da Justiça. O documento recomenda avaliar a possibilidade de tornar a participação no programa um requisito para pedidos de residência permanente e permanência de longa duração.
No caso da residência permanente e da naturalização, o relatório propõe ainda que o governo considere verificar o grau de compreensão do conteúdo apresentado nas aulas.






Xenofobia disfarçada de ajuste político ! Enquanto essas pessoas estiverem no poder vai continuar essa perseguição.
Nós estrangeiros devemos tudo e não temos direitos a nada , muito estranho na reportagem diz não usaremos dinheiro dos impostos para as aulas { obrigatórias)fala sério estrangeiro não paga impostos também ,gosto da cultura japonesa e respeito as leis do país,mas fala sério tanto problemas que está acontecendo e o foco é os estrangeiros……
Tudo mudou ! Depois que escolheram essa fantoche Obasan que fica babando no ovo do Trump . Tudo que Trump fez contra gaijin ilegais lá nos EUA, essa velha marionete tá fazendo aqui !, porém o alvo dela é quem tem visto ! .Ela tá se cagando p/ o JP ! Prioridade dela é ficar bem visível perante os olhos do Trump . Japão está tendo o maior número de falência da história, e ela preocupada com o que mesmo ? = Gaijins ! Bora ! .Obs: __ nenhuma lei ou novas regras não se aplica se o gaijins se for um americano! Esses tem passe livre no país e nem visto precisa . País 100a% sobmisso aos EUA . Aplaude a China por ser independente em tudo ! Não vira marionete de outro país .
Além da xenofobia e de tratar os estrangeiros como lixo descartáveis esse governo prova que o Japão já era, enquanto falta mão de obra devido ao envelhecimento da população o governo age para dificultar e sobretaxar e tornar impossível a permanência no país e as empresas continuam quebrando!