Tóquio, Japão – A Indonésia pretende quase triplicar o número de trabalhadores no Japão, com uma meta de 400 mil pessoas até 2030 e de 600 mil no longo prazo. O governo indonésio aposta principalmente no visto de trabalhador qualificado específico, o tokutei ginou, e quer ampliar a formação de mão de obra para setores que enfrentam falta de pessoal.
O vice-ministro do Trabalho da Indonésia, Afriansyah Noor, apresentou os objetivos em uma entrevista ao jornal Nikkei. Ele afirmou que o país pretende alcançar o Vietnã e disputar a liderança entre as principais origens dos trabalhadores estrangeiros no Japão.
Dados do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar mostram que o Japão tinha 228.118 trabalhadores indonésios em outubro de 2025. O número cresceu 34,6% em relação ao ano anterior e colocou a Indonésia entre os países com maior avanço no mercado de trabalho japonês.
O Vietnã continuava na primeira posição, com 605.906 trabalhadores. Portanto, a meta de 600 mil colocaria a Indonésia praticamente no mesmo nível.
Manutenção de veículos e cuidados de idosos
O governo indonésio pretende concentrar esforços em áreas com demanda elevada, principalmente manutenção de veículos e cuidados de idosos. Também existem oportunidades nos setores de transporte, construção, agricultura e indústria.
A estratégia ganhou força durante uma visita de Afriansyah ao Japão, entre 8 e 12 de julho. Segundo a agência estatal indonésia Antara, a delegação se reuniu com a Embaixada da Indonésia, instituições responsáveis por treinamento e colocação profissional, empresas que contratam estrangeiros e representantes da Organização Asiática de Produtividade.
O Ministério do Trabalho da Indonésia informou que está mapeando as necessidades das empresas japonesas. Com esses dados, o país pretende adaptar os cursos profissionais, melhorar a preparação dos candidatos e fortalecer a proteção dos trabalhadores enviados ao exterior.
Afriansyah destacou que o Japão ainda oferece oportunidades importantes para profissionais indonésios qualificados, especialmente nos setores automotivo, de transporte, construção, agricultura e cuidados de idosos.
Ensino do idioma japonês
O domínio do idioma será um dos principais pilares do plano. De acordo com o Nikkei, a Indonésia pretende preparar os candidatos para alcançar o nível N3 do Teste de Proficiência em Língua Japonesa, o JLPT, antes da viagem.
O N3 indica capacidade de compreender o japonês usado em situações cotidianas e supera o nível básico exigido em diversos programas de trabalho. O objetivo é facilitar a adaptação, melhorar a comunicação no ambiente profissional e permitir que os trabalhadores assumam funções que exigem conhecimentos mais especializados.
Essa preparação também ganha importância com a entrada em vigor, em abril de 2027, do novo sistema de emprego para desenvolvimento de habilidades, chamado ikusei shuurou. Ele substituirá gradualmente o atual programa de estágio técnico.
De acordo com as regras divulgadas pela Agência de Serviços de Imigração, o candidato deverá comprovar, antes de começar a trabalhar, conhecimento equivalente ao nível A1 — próximo ao N5 do JLPT — ou concluir um curso de japonês reconhecido. A meta indonésia de preparar trabalhadores até o N3, portanto, vai além desse patamar inicial.
Comunidade indonésia cresce rapidamente
O aumento não ocorre apenas entre trabalhadores. No fim de 2025, o Japão tinha 266.069 moradores de nacionalidade indonésia, de acordo com a Agência de Serviços de Imigração. O total avançou em 66.245 pessoas em apenas um ano.
A Indonésia já ocupa a sexta posição entre as maiores comunidades estrangeiras do país, atrás de China, Vietnã, Coreia do Sul, Filipinas e Nepal. Com o reforço dos programas de qualificação e ensino do idioma, o governo indonésio pretende acelerar essa expansão e atender parte da crescente demanda japonesa por mão de obra.






Onde moro tem sirilanca e indianos e outros são covardes risca o carro meu já chamei a polícia e comprovou que foram eles mas não fazem nada para reparar o prejuízo é revoltante
Não brigo por ossos, quer + animais e escravos que serão despachados assim que ficarem doentes, por não conseguirem nem+ dar o sangue!? Q seja. Vou para aonde exista sol ☀️ que fiquem do pó ao pó. Igual ao passado, q sejam seu futuro. Fallin’ civilizations.
Sou contra…
Aqui no condomínio dos apartamentos onde moro, só tem entrado estrangeiros asiáticos…eles são bastante desordeiros, não respeitando o sossego, falando aldo, gritando a toda hora, ouvindo som alto.
E além do mais, aumentou demais os crimes com a entrada em massa desses estrangeiros asiáticos no Japão.
Max, problemas de barulho e falta de educação com as regras de convivência acontecem com pessoas de qualquer nacionalidade. No meu condomínio, por exemplo, tanto japoneses quanto brasileiros fazem barulho, falam alto etc. Isso é um comportamento individual, não uma característica de um povo inteiro.
Além disso, não dá para afirmar que a criminalidade no Japão aumentou por causa da entrada de imigrantes sem apresentar dados que comprovem essa relação. O Japão continua sendo um país com níveis de criminalidade relativamente baixos e, ao mesmo tempo, está ampliando programas de trabalho para estrangeiros justamente porque enfrenta uma grave crise demográfica e falta de mão de obra.
Antes de generalizar e espalhar informações sem comprovação, vale lembrar também que nós mesmos somos estrangeiros vivendo aqui. Problemas de vizinhança podem e devem ser resolvidos com diálogo e pela administração do condomínio, e não transformando uma experiência individual em preconceito contra um grupo inteiro
Me usou pra responder né?! 😁
eu não uso ia nenhuma tudo o que eu escrevi foi por conta própria e saiu da minha cabeça