Tóquio, Japão – Um menino de 5 anos morreu após cair da varanda do apartamento onde morava, no 11º andar de um conjunto habitacional em Akabanedai, no distrito de Kita, em Tóquio. O acidente ocorreu na tarde de terça-feira (15).
Uma testemunha acionou o serviço de emergência por volta das 13h20. Os socorristas levaram a criança ao hospital, mas os médicos confirmaram a morte, segundo a TV Asahi e o FNN Prime Online.
O menino havia retornado das compras com a mãe pouco antes do acidente. De acordo com a polícia, ela fazia várias viagens entre o carro e o apartamento para transportar as sacolas enquanto o filho permanecia no imóvel.
A varanda tinha uma grade de aproximadamente 1,20 metro de altura. A polícia acredita que a criança tenha colocado os pés nos vãos da estrutura, escalado a grade e caído. As autoridades continuam investigando as circunstâncias exatas.
A TV Asahi informou que não havia cadeira, aparelho externo de ar-condicionado ou outro objeto que pudesse servir de apoio próximo à grade. Nesse caso, a própria estrutura vazada pode ter facilitado a escalada.
Acidentes podem acontecer mesmo com adultos em casa
Um relatório publicado em 2025 pela Comissão de Segurança do Consumidor analisou 134 mortes de crianças menores de 6 anos que caíram de janelas ou varandas de residências entre 1993 e 2024. Desse total, 92 ocorreram em varandas e 42 em janelas.
Entre as quedas de varandas, os acidentes atingiram principalmente crianças de 3 e 4 anos. Em 65 dos 134 casos, os responsáveis estavam em casa. Outros 55 ocorreram quando os adultos estavam ausentes, incluindo saídas curtas para levar alguém, retirar o lixo ou realizar outra tarefa.
A comissão concluiu que não houve diferença significativa entre a ocorrência de acidentes com os responsáveis presentes ou ausentes. Mesmo quando um adulto percebe que a criança se inclinou para fora, geralmente resta pouco tempo para impedir a queda. Por isso, o órgão recomenda combinar supervisão com mudanças no ambiente. As informações constam no relatório oficial da Agência de Assuntos do Consumidor.
Dados do governo de Tóquio também mostram que o problema continua recorrente. Entre 2020 e 2024, o Corpo de Bombeiros de Tóquio transportou 63 crianças de até 5 anos que caíram de janelas ou varandas de residências.
Como reduzir o risco de quedas
A Agência de Assuntos do Consumidor e o governo metropolitano de Tóquio recomendam as seguintes medidas:
- Instalar uma trava adicional na porta da varanda ou na janela, em uma altura que a criança não consiga alcançar. A trava deve permanecer fechada também durante períodos curtos.
- Não deixar crianças sozinhas em cômodos com acesso à varanda, mesmo por poucos minutos.
- Retirar cadeiras, mesas, vasos, caixas, brinquedos e outros objetos que possam servir como degraus.
- Manter a unidade externa do ar-condicionado a pelo menos 60 centímetros da grade. Quando possível, o equipamento pode ser instalado de forma suspensa.
- Verificar regularmente o estado das janelas, telas, portas e grades. Uma tela contra insetos não oferece proteção contra quedas.
- Observar se a própria grade tem partes horizontais, vãos ou estruturas que facilitem a escalada. Em imóveis alugados ou condomínios, os moradores podem consultar o proprietário ou a administração sobre medidas profissionais de proteção.
- Não permitir que crianças brinquem na varanda, sentem no parapeito ou se apoiem em janelas e telas.
O governo de Tóquio ressalta que crianças pequenas podem alcançar rapidamente a altura do corrimão. Por isso, além de orientar os filhos sobre o perigo, os responsáveis devem preparar o ambiente para evitar que uma distração momentânea termine em acidente.






Grade de proteção de 1.20 M, e a criança tem 5 anos , a criança é H aranha ? , Isso tá cheirando outra coisa . Os ferros das grades sempre são reto de baixo p/ cima e possui espaço entre as barras justamente p/ evitar que crianças consiga se apoiar nelas e subir . Como uma criança de 5 anos conseguiu escalar 1.20 M sozinha,ela não tem força p/ se segurar nas barras , sem ter apoio dos pés ao mesmo tempo . Não precisa ser perito p/ saber a engenharia das grades de edifício e saber que não é existe grades com barras igual de escada. Essa versão da mãe tá suspeita.