Tóquio, Japão – As novas exigências estudadas pelo governo japonês para conceder visto permanente devem dificultar a aprovação de alguns candidatos, mas não afastar trabalhadores estrangeiros do país. A avaliação é de Gearoid Reidy, colunista da Bloomberg especializado em temas relacionados ao Japão.
Em artigo publicado na sexta-feira (18), Reidy analisou a proposta de incluir critérios relacionados à renda, ao domínio do idioma japonês e à capacidade financeira do candidato depois da aposentadoria.
As mudanças ainda estão em discussão e podem sofrer alterações antes da implementação, prevista para 2027. Entre as possibilidades avaliadas pelo governo estão exigir renda familiar superior à média nacional e analisar se o estrangeiro terá recursos suficientes para se manter na velhice.
O colunista reconhece que as propostas provocaram críticas entre estrangeiros e jornais japoneses. O Asahi Shimbun considerou que a revisão poderia acabar com os sonhos de residentes estrangeiros, enquanto o Mainichi Shimbun defendeu que o Japão não deveria fechar as portas para quem pretende obter visto permanente.
Apesar das reações, Reidy argumenta que as exigências consideradas pelo Japão são convencionais quando comparadas às políticas migratórias de outros países.
“Essas condições não são irracionais”, escreveu o colunista. Segundo ele, países como Singapura e Coreia do Sul também avaliam, de forma direta ou indireta, fatores como renda, domínio do idioma e integração social.
Impacto sobre a contratação seria praticamente nulo
O principal argumento de Reidy é que regras mais rigorosas para a residência permanente não devem reduzir significativamente a chegada de trabalhadores estrangeiros ao Japão.
O país já enfrentou previsões semelhantes em outros momentos, como quando passou a colher impressões digitais de estrangeiros nas fronteiras ou manteve restrições de entrada por mais tempo durante a pandemia. Ainda assim, o número de trabalhadores estrangeiros continuou crescendo e alcançando recordes.
Para o colunista, o impacto das novas exigências sobre a capacidade japonesa de atrair profissionais deverá ser “praticamente nenhum”.
Reidy ressalta que o governo não pretende impedir a entrada de trabalhadores. A proposta faria uma separação mais clara entre a autorização para trabalhar temporariamente no Japão e o direito de permanecer definitivamente no país.
Além disso, empresas japonesas dependem cada vez mais da mão de obra estrangeira diante da queda da população e da escassez de trabalhadores. Na avaliação do articulista, essa necessidade econômica continuará impulsionando as contratações, mesmo que o governo se torne mais seletivo ao conceder visto permanente.
Caminhos especiais continuam disponíveis
O artigo também destaca que os mecanismos acelerados para profissionais altamente qualificados devem continuar funcionando.
O sistema por pontos permite que alguns estrangeiros obtenham residência permanente depois de um período menor no Japão. O país também mantém o programa J-Skip, voltado a profissionais com renda elevada e determinadas qualificações acadêmicas ou profissionais.
Na avaliação de Reidy, a manutenção dessas exceções mostra que o governo pretende atrair profissionais especializados enquanto eleva os critérios para os demais candidatos.
O colunista considera exagerado o temor de que os trabalhadores mais qualificados passem a escolher outros destinos. Para ele, o Japão já não precisa se esforçar tanto para se apresentar como uma opção internacional, pois a presença estrangeira cresce principalmente pela demanda das empresas.
Proposta precisa de ajustes
Apesar de considerar razoável o endurecimento, Reidy aponta problemas que o governo deverá enfrentar antes de colocar as novas regras em prática.
Um deles é o uso da renda como indicador da contribuição econômica de um estrangeiro. O salário, segundo ele, não representa necessariamente o valor ou a importância do trabalho exercido.
Essa questão pode afetar especialmente profissionais de setores essenciais que pagam salários relativamente baixos, como o de cuidados de idosos. O colunista defende que o governo avalie exceções para essas áreas.
Reidy também considera necessário criar um período de transição para estrangeiros que moram há anos no Japão e esperavam solicitar a residência permanente com base nos critérios atuais.
Outro problema seria a falta de informações claras. Segundo o artigo, boa parte da insegurança entre estrangeiros decorre da divulgação fragmentada de possíveis mudanças pela imprensa japonesa, antes da apresentação de uma proposta completa pelo governo.
Embora não considere as regras perfeitas, Reidy avalia que o debate mostra uma mudança na política japonesa. O país reconhece que continuará precisando de trabalhadores estrangeiros, mas pretende estabelecer critérios mais seletivos para definir quem poderá permanecer de forma definitiva.






o que o governo atual quer e apenas isso .
“imigrantes estrangeiros que continuem vindo APENAS para trabalhar aqui. nao queremos estrangeiros se aposentando aqui “
burajirujin estão chatos,metidos a besta,querendo viver de ostentação.
acha que as fabricas vão fechar se não trabalharem nelas,mal sabem que os asiaticos estão
muito melhor em comportamento que os bakajirujins,que brigam por qualquer coisa,na maioria
das vezes por besteira.
e não está bom?? porque não foram embora???