Atualizado em: 15/08/2024 09:32
Genebra, Suíça – A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta semana que a Mpox (varíola dos macacos) não é mais uma emergência global de saúde, encerrando um alerta de quase um ano para a doença viral que levou a casos confirmados em mais de 100 países.
A OMS declarou a Mpox uma emergência de saúde pública de interesse internacional em julho de 2022, e reiterou seu alerta em novembro e fevereiro.
O alerta da OMS é feito para desencadear uma resposta internacional coordenada e desbloquear financiamento para colaboração no compartilhamento de vacinas e tratamentos.
Mais de 87.000 casos de Mpox foram confirmados globalmente desde o início de 2022 até 8 de maio deste ano, de acordo com o último relatório da OMS.
Embora a OMS tenha notado no início do ano um declínio sustentado no número de casos relatados, também expressou preocupação com um possível ressurgimento em algumas regiões e transmissão persistente em alguns países.
A DOENÇA
A mpox é uma doença zoonótica viral. A transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com animais silvestres infectados, pessoas infectadas pelo vírus e materiais contaminados.
Os sintomas, em geral, incluem erupções cutâneas ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrio e fraqueza.
O intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais e sintomas (período de incubação) varia de três a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.
Depois que as crostas na pele desaparecem, a pessoa infectada deixa de transmitir o vírus. As erupções na pele geralmente começam dentro de um a três dias após o início da febre, mas podem aparecer antes.
As lesões podem ser planas ou levemente elevadas, preenchidas com líquido claro ou amarelado, podendo formar crostas que secam e caem. O número de lesões em uma pessoa pode variar de algumas a milhares. As erupções tendem a se concentrar no rosto, na palma das mãos e na planta dos pés, mas podem ocorrer em qualquer parte do corpo, inclusive na boca, nos olhos, nos órgãos genitais.
Foto: Reuters





