Tóquio, Japão – A Honda anunciou na última quinta-feira (23) que encerrará suas operações no mercado de automóveis da Coreia do Sul até o fim deste ano. A decisão veio após a empresa enfrentar uma queda significativa nas vendas, segundo informações da agência Kyodo News.
Mesmo com a saída do segmento de carros, a montadora japonesa informou que continuará atuando no país com a venda de motocicletas, considerada uma área com potencial de crescimento. Serviços pós-venda, como revisões e reparos, também serão mantidos.
Honda entrou no mercado sul-coreano em 2004
A presença da Honda no mercado sul-coreano começou em maio de 2004. Quatro anos depois, em 2008, a empresa alcançou seu melhor desempenho, com cerca de 12 mil veículos vendidos.
No entanto, desde então, os números recuaram de forma consistente, chegando a aproximadamente 2 mil unidades em 2025.
A retração ocorre em meio à forte concorrência de montadoras locais, como a Hyundai, que domina o mercado doméstico. Atualmente, a Honda comercializa quatro modelos no país, incluindo o sedã Accord e o utilitário esportivo CR-V.
Revisão estratégica e pressão global
A decisão de deixar o mercado sul-coreano ocorre em um momento de ajustes mais amplos na estratégia da empresa. Por conta disso, a Honda tem revisado seus planos, especialmente no desenvolvimento de veículos elétricos.
Para o ano fiscal encerrado em março, a expectativa é de que a montadora registre seu primeiro prejuízo líquido desde a abertura de capital, em 1957. O resultado reflete, em parte, os impactos dessas mudanças estratégicas.
No ano passado, a empresa já havia reduzido seu plano de investimentos em elétricos, cortando de 10 trilhões de ienes para 7 trilhões de ienes o valor previsto até o ano fiscal de 2030.
A revisão sofreu influência pela pressão de tarifas nos Estados Unidos e por uma demanda global mais fraca por veículos elétricos.
Além disso, a Honda suspendeu o desenvolvimento de três modelos elétricos para o mercado da América do Norte. A decisão sinaliza um reposicionamento mais cauteloso diante do cenário atual.
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