Toquio, Japão – A queda no preço do arroz, combinada com o aumento dos custos de produção no Japão, está dificultando a continuidade da atividade agrícola no Japão. Entre janeiro e agosto de 2026, pelo menos 32 produtores de arroz encerraram suas atividades ou tiveram seus negócios fechados por falência, segundo levantamento da Teikoku Databank.
Custos maiores reduzem a rentabilidade
De acordo com informações do Chunichi, a produção de arroz exige gastos com combustível, fertilizantes, máquinas, manutenção e mão de obra. Quando essas despesas aumentam enquanto o preço de venda diminui, fica mais difícil para o agricultor manter uma renda suficiente para continuar no negócio.
Segundo a Teikoku Databank, o número de produtores que encerram suas atividades ou entram em falência passou de 30 casos por ano desde 2023. O ritmo observado nos primeiros oito meses de 2026 está no mesmo nível dos recordes registrados nos dois anos anteriores.
Se a tendência continuar entre setembro e dezembro, existe a possibilidade de que 2026 registre um novo recorde de produtores deixando o setor.
A situação também é observada em Hamamatsu, na província de Shizuoka, uma das principais regiões produtoras de arroz do estado. Agricultores que trabalham há muitos anos na atividade estão encerrando o cultivo, em alguns casos pela falta de pessoas para assumir os negócios.
Em meados de setembro, durante um período de chuvas prolongadas, Yoshihiro Nozue, de 56 anos, representante da Fazenda Nozue, em Inasa-cho, no distrito de Hamana, reflete sobre as dificuldades enfrentadas pelos produtores. “Por que é tão pouco lucrativo?”, questionou.
Para os agricultores, o problema não está apenas na quantidade produzida, mas no resultado financeiro obtido depois de descontadas todas as despesas. Com os custos pressionando de um lado e os preços em queda do outro, a atividade se torna cada vez mais difícil de sustentar.
O avanço dos encerramentos preocupa o futuro da produção de arroz no país. Além da redução no número de agricultores, o envelhecimento da mão de obra e a falta de sucessores podem dificultar a continuidade das propriedades que permanecem em atividade.






Culpa dos gaijins 😆😆
Japão não está bem nem p/ japonês. Continua expulsando os peões, quero ver em qm os caciques irão mandar. Vão s canibalizar.