Atualizado em: 03/04/2024 14:40
Tóquio, Japão – Os golpes telefônicos aparentemente vindos do exterior, com o uso de códigos de vários países, aumentaram no Japão no ano passado, informou o jornal Sankei neste domingo (14).
A polícia japonesa analisou os números de telefone usados em golpes de janeiro a novembro do ano passado e descobriu que as ligações internacionais aumentaram drasticamente, superando os números iniciados por “050” (números de telefone IP usados na Internet).
No primeiro semestre de 2023, a polícia registrou menos de 500 casos por mês, mas a partir de julho houve um aumento significativo, chegando a quase 3.000 em novembro.
Os números mais comumente usados eram originários dos Estados Unidos e do Canadá (código internacional +1), com 70% das ligações, além de países como Reino Unido (código +44), Noruega (+47) e Suécia (+46).
No entanto, segundo especialistas, as chamadas provavelmente não vêm do exterior. Os grupos de fraudadores podem estar adquirindo esses números por meio de aplicativos e os usando para fazer ligações do Japão mesmo ou de outros locais.
Devido à dificuldade em regulamentar esses números internacionais, as autoridades policiais do Japão estão alertando a população para tomar cuidado com chamadas suspeitas do exterior.
Anteriormente, os golpistas usavam principalmente celulares alugados e depois migraram para telefones IP. No entanto, o Ministério dos Assuntos Internos e Comunicações do Japão impôs novas regulamentações para a obtenção de números de telefone IP, o que provavelmente influenciou o aumento do uso de números internacionais.
Essas fraudes normalmente envolvem táticas como cobranças falsas e alegações de infecções por vírus em computadores ou smartphones, induzindo as vítimas a ligar para um número fornecido e, eventualmente, serem enganadas a pagar dinheiro para reparos fictícios.
A polícia japonesa está divulgando serviços oferecidos por empresas de telecomunicações que bloqueiam chamadas internacionais, além de aconselhar o público a ser cauteloso com ligações suspeitas e não atender se não houver razão para receber tais chamadas.
Foto: Reprodução/Nikkei





