Seul, Coreia do Sul – A extradição de um japonês para a Coreia do Sul ganhou destaque nesta quinta-feira (11). O governo sul-coreano confirmou o retorno de um homem acusado de operar um site de pirataria de mangás no Japão. O suspeito, nascido na Coreia do Sul e posteriormente naturalizado japonês, foi entregue às autoridades de seu país de origem após aprovação do governo japonês.
O caso chama atenção por envolver a primeira extradição de um cidadão japonês para a Coreia do Sul desde a entrada em vigor do tratado de extradição firmado entre os dois países em 2002.
Primeiro cidadão japonês extraditado para a Coreia do Sul desde 2002
O Ministério da Justiça da Coreia do Sul informou que o acusado, um homem na faixa dos 30 anos e não identificado, voltou ao país após a conclusão dos procedimentos legais conduzidos em conjunto com as autoridades japonesas.
De acordo com informações da agência Yonhap News, trata-se do primeiro cidadão japonês extraditado para a Coreia do Sul desde a assinatura do acordo bilateral de extradição entre as duas nações, há mais de duas décadas.
Acusação envolve site de pirataria de mangás
Segundo a investigação, o homem mudou-se para o Japão em 2017 e obteve a cidadania japonesa em 2022.
As autoridades afirmam que, entre 2015 e 2022, ele operou um site de pirataria de mangás voltado ao público sul-coreano. A polícia informou que aproximadamente 1.400 títulos populares de mangás japoneses estavam disponíveis ilegalmente na plataforma.
Entre as obras citadas estão “Slam Dunk”, “One Piece” e “Detetive Conan”.
Além da distribuição não autorizada do conteúdo, o site também exibia anúncios de páginas de jogos de azar.
Investigação começou em 2024
O Ministério da Justiça da Coreia do Sul informou que a investigação teve início em janeiro de 2024, após solicitação apresentada pela promotoria e pela polícia japonesas.
Desde então, realizaram consultas técnicas e jurídicas com as autoridades judiciais japonesas para viabilizar o processo.
Posteriormente, os procedimentos formais de extradição começaram em março deste ano. Após receber a aprovação das autoridades japonesas, o acusado foi transferido para a Coreia do Sul, onde deverá responder às acusações relacionadas ao caso.





