Kawachinagano, Japão – Um policial atirou em um homem armado com uma faca na noite de terça-feira (4), em Kawachinagano, na província de Osaka. O disparo atingiu o peito do suspeito, que morreu após ser levado ao hospital.
Por volta das 19h, uma pessoa ligou para o número de emergência 110 e relatou que “um homem ensanguentado, com uma faca de cozinha, estava causando tumulto perto da entrada de um supermercado”.
Vários policiais seguiram para o local após receberem a denúncia.
Homem avançou contra os policiais
Segundo a polícia, o homem apontou a faca para os agentes. Um sargento de 32 anos ordenou que ele largasse a arma e, em seguida, efetuou um disparo de advertência para o alto.
Ainda assim, o homem continuou avançando. Diante da situação, o policial atirou novamente e o acertou no lado esquerdo do peito.
A polícia prendeu o homem em flagrante por suspeita de obstrução do trabalho de um agente público e violação da Lei de Controle de Armas de Fogo e Espadas. Depois, uma equipe o levou ao hospital, onde os médicos confirmaram a morte.
Nenhum policial ficou ferido e não houve outras pessoas atingidas ou envolvidas no incidente.
Polícia investiga circunstâncias do disparo
As autoridades trabalham para identificar o homem e esclarecer as circunstâncias do caso.
Sobre o uso da arma, a polícia afirmou acreditar que a situação cumpria os requisitos necessários para o disparo. No entanto, informou que ainda investiga os detalhes.
Legislação japonesa sobre uso de arma por policiais
O ex-promotor Maeda Tsunehiko explicou que a legislação japonesa estabelece critérios rigorosos para cada etapa do uso de uma arma por policiais. As regras abrangem desde retirar e apontar a pistola até avisar sobre o disparo, efetuar um tiro de advertência, atirar contra uma pessoa e causar ferimentos.
Por isso, a polícia deverá avaliar posteriormente se o agente cumpriu todos esses requisitos.
Segundo Maeda, o fato de o homem ter avançado com a faca mesmo depois da advertência e do tiro para o alto indica uma situação de grande tensão, possivelmente acompanhada de forte agitação e confusão mental.
O ex-promotor acrescentou que, caso não houvesse outra forma de proteger a vida e a integridade física dos policiais e moradores, além de conter o homem, as autoridades poderão considerar a atuação legal e adequada.





