Mito, Japão – Takumi Ouchi, de 29 anos, admitiu nesta segunda-feira (14) ter matado a ex-namorada Haruka Komatsumoto, de 31, que estava grávida. Segundo a acusação, ele descobriu o endereço da vítima por meio de um dispositivo de localização por GPS escondido em um bicho de pelúcia.
A primeira audiência do julgamento com participação de jurados populares ocorreu no Tribunal Regional de Mito, na província de Ibaraki. Quando o juiz perguntou se havia algum erro nos fatos apresentados na acusação, Ouchi respondeu apenas “não” e reconheceu as imputações, informou a FNN.
O réu responde por assassinato e violação da Lei Antiperseguição. Ele teria matado Komatsumoto em 31 de dezembro de 2025, dentro do apartamento onde ela morava em Mito.
De acordo com a acusação, Ouchi atingiu a cabeça e outras partes do corpo da vítima com um martelo e depois golpeou o pescoço dela com uma faca. Komatsumoto morreu em consequência de um choque traumático.
Rastreador estava dentro de pelúcia
As investigações apontaram que Ouchi preparou um pacote imitando um brinde de promoção e colocou dentro dele um bicho de pelúcia com um aparelho de rastreamento escondido. Em seguida, deixou o pacote na casa dos pais de Komatsumoto, simulando uma entrega.
Sem saber da presença do dispositivo, a vítima levou a pelúcia para o apartamento onde vivia. O réu teria acompanhado o sinal transmitido pelo dispositivo e, dessa forma, descoberto o novo endereço da ex-namorada.
Ouchi também teria rondado as proximidades do apartamento durante quatro dias, entre 28 e 31 de dezembro. Na madrugada do crime, colocou outro dispositivo de rastreamento atrás da placa do carro da vítima para acompanhar seus deslocamentos, segundo reportagem do jornal Mainichi.
Promotoria fala em tentativa de “reiniciar a vida”
Durante a exposição inicial, a Promotoria afirmou que Ouchi não aceitou o fim do relacionamento. Depois que Komatsumoto interrompeu o contato, ele teria tentado se aproximar dela durante cerca de seis meses, mas não conseguiu.
Os promotores sustentaram que o réu passou a acreditar que, ao matar a ex-namorada, poderia “voltar ao período anterior ao relacionamento e reiniciar a própria vida”.
A defesa não contestou os fatos, mas informou que discutirá a pena. Os advogados alegaram que Ouchi percebia, antes do crime, que seu estado mental “não era normal”, segundo a TV Asahi.
O reconhecimento das acusações representa uma mudança na postura do réu. Após a prisão, ele havia afirmado que a suspeita era “totalmente infundada” e que não sabia de nada. O tribunal pretende anunciar a sentença em 30 de setembro.





